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LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Hoje nas bancas!

 

INÊS PEDROSA

INTIMIDADE E BOM SENSO
Como conta Carlos Vaz Marques, só por duas vezes a escritora e directora da Casa Fernando Pessoa mede as respostas nesta entrevista: quando fala da sua experiência na primeira candidatura presidencial de Manuel Alegre ou das relações entre escritores. Ao quinto romance (Os Íntimos), Inês Pedrosa entra a fundo na amizade masculina, ela que encontrou neste sentimento, mais do que no amor, o tema da sua literatura.

MARK TWAIN

NAS BRAÇAS DO MISSISSÍPI
Deve o nome ao «rio velhaco» que se tornou com o tempo «um livro maravilhoso». Quando se completa o primeiro centenário sobre a morte do autor de As Aventuras de Tom Sawyer, Teresa Cid, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ensaia uma viagem pelas margens de um pujante território ficcional.

FUTEBOL

SELVAGENS E SENTIMENTAIS
Valdano lia Benedetti antes dos jogos, Maradona tinha os seus livros escolhidos pelo preparador físico – dois episódios, entre outros, que ajudam Luís Freitas Lobo a explicar que tudo se joga entrelinhas. Mas se há dúvidas, Rogério Casanova avança com um glossário, os cronistas da LER entram em campo e, no fim, sempre pode (re)ler 20 livros que tratam a bola por tu.

FERNANDO PESSOA

CHARADAS DE GAUDÊNCIO NABOS
Há cem anos, um dos pré-heterónimos de Pessoa publicava duas charadas no Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, best-seller que unia 20 mil leitores nos dois lados do Atlântico. O Dr. Nabos, como verá, sabia do assunto.

NORMAN MANEA

VARIAÇÕES PARA UM AUTO-RETRATO
Nem de propósito. Conhecedor da obra de Pessoa, o escritor romeno revela-se em O Regresso do Hooligan, finalmente traduzido em português. «É muito difícil escaparmos à nossa mãe judia, onde quer que estejamos. Continuo a testar a literatura como forma de fuga.»

 

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Hélia Correia – O meu nome é Lizzie
Adoecer marca o regresso literário da autora de Lillias Fraser. Romance biográfico, nasce da história de amor entre Elizabeth Siddal e Dante Gabriel Rossetti, com a Inglaterra do século XIX e o grupo dos pré-rafaelitas como pano de fundo. Um livro com voo marcado: o voo do destino, do amor e da doença como luz e danação.

Manuel Alegre – O lírico sou eu
É mais um fragmento das memórias que o poeta e político que quer chegar ao Palácio de Belém nunca escreverá: O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua, recém-lançado pela Dom Quixote. Em mais de duas horas de conversa, Manuel Alegre não dá cavaco às presidenciais e fala de poesia, da escrita, dos adversários, da maledicência literária (e da outra), do poder e do marialvismo.

Colm Tóibín – O’Brien, Borges e Pessoa
O escritor irlandês, finalista repetente do Booker, que no início do ano venceu o Costa Award com Brooklyn, ensaia para a LER uma trilogia da grande literatura com ressonâncias geográficas, que parte de Dublin, atravessa Lisboa e chega a Buenos Aires. «Tal como os romancistas do século XIX fetichizaram o mundo, Borges, Pessoa e O’Brien fetichizaram o livro.»

Auto-ajuda – Regras para ficção
José Eduardo Agualusa, José Rentes de Carvalho, Rui Cardoso Martins, Inês Pedrosa, Dulce Maria Cardoso, Rui Zink, Valter Hugo Mãe e Miguel Real como nunca os viu: em terapêutica versão de auto-ajuda para combater a crise. Sem espinhas, fraldas ou novelas das oito. E com direito a brinde: um «Manual de Escrita Criativa».

Inéditos – Cartas para Sophia
Quatro cartas e outros tantos bilhetes-postais enviados por Jorge de Sena a Sophia de Mello Breyner Andresen são a mais recente descoberta do espólio à guarda do Centro Nacional de Cultura, e integram a terceira versão (editada pela Guerra & Paz) da correspondência trocada entre os dois escritores ao longo de 20 anos.

E AINDA

Sofá. «Há espaço para que te deites junto a mim», garante Alexandre Andrade, professor da Faculdade de Ciências de Lisboa e um dos bons segredos na literatura portuguesa.

Brasil. Mistérios e mitos de Luiz Ruffato, um autor que se afirmou na última década e não gosta de pirataria. Quem gosta?

Correntes. Ressonâncias do encontro literário da Póvoa do Varzim: um belíssimo texto de Manuel da Silva Ramos, um encontro a quatro e uma dupla de portefólio.

Poesia. Joaquim Manuel Magalhães encurtou a sua obra poética para um livro, um «livro mau, sem sentido», escreve Jorge Reis-Sá.

Pré-publicação. Primeiras páginas dos novos romances de Inês Pedrosa e Mário de Carvalho.

Provedor. Depois da última edição da LER, os criativos da Marvel criaram um novo herói da BD: o Super Valter. Cacha das boas. As coisas que o nosso provedor sabe…

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Valter Hugo Mãe – Os ossinhos do ofício
Ao quatro romance, a máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe muda de editora mas continua a pensar poder «salvar o mundo». Já aceita a ideia que é melhor romancista do que poeta, e confessa estar a escrever o próximo livro com maiúsculas. De uma coisa não abdica: mostrar o que vai a alma. Uma entrevista que é um longo desabafo.

Receitas – Literatura como prato principal

Todos os anos, o Goncourt é decidido no Restaurante Drouant, em Paris, sob o olhar atento de Antoine Westermann, também consultor gastronómico da Fortaleza do Guincho. Por isso, desafiámos o seu chef executivo, Vincent Farges, a recriar e interpretar quatro passagens culinárias de Marguerite Duras, Fialho de Almeida, Camilo Castelo Branco e Cesário Verde. E não é que aceitou?

Livros – Notas de gastrónomos
O prato principal de José Bento dos Santos passa pela cozinha e pelos milhares de livros da sua biblioteca pessoal. Escolheu uma ínfima parte para nos ajudar a perceber de que é feita esta arte milenar. Há mais: David Lopes Ramos aconselha alguns títulos obrigatórios para ler à mesa e Paulo Moreiras divulga os mais recentes vencedores portugueses dos «óscares» da literatura gastronómica.

Reportagem – O inesquecível salmonete
Durante dois dias, Rogério Casanova visitou o restaurante mais antigo de Portugal. Surpreendeu-se com as manobras na cozinha do chef José Avillez, aprendeu os 22 mandamentos do Tavares e atribuiu, com solidez gramatical, a sua nota final, com inevitáveis considerações pelo meio. O primeiro passo de um potencial gourmet

Maria de Lourdes Modesto – Sentir o sabor português
Aos 79 anos, a autora de Cozinha Tradicional Portuguesa conserva a abertura de espírito, a curiosidade e o perfeccionismo que a tornaram famosa. Com Modesto, definitivamente, ninguém fica a meio caminho. Ou não: «Estamos numa altura em que não se sabe para onde vai a gastronomia ocidental.»

E AINDA

Brasil. Guia Afetivo da Periferia é a prova de que Marcus Vinícius Faustini se revela na literatura brasileira contemporânea.

Inédito. Cozinha do Ribatejo, ainda por publicar, é a derradeira peça de um valioso puzzle da história de alimentação portuguesa, contada por um saudoso mestre: Alfredo Saramago.

Savarin. «Verdadeira certidão de nascimento da gastronomia», Fisiologia do Gosto, clássico de 1825, regressa às livrarias portuguesas com introdução de Roland Barthes.

Pré-publicação. Páginas inéditas de O Olho de Hertzog, romance do moçambicano João Paulo Borges Coelho, galardoado com o Prémio LeYa 2009.

Sala do Escritor. José Quitério é (talvez) o último crítico resistente às novas tecnologias: escreve as suas crónicas gastronómicas à máquina e envias-as por fax para o Expresso.

Provedor. As coisas que o nosso provedor descobre quando está sentado na mesa ao lado: José Aniceto Fernandes é o Mário Crespo da Literatura.

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LER hoje nas bancas!

 

António Manuel Baptista – Ciência e Poesia
A exigência que coloca na discussão do conceito de «Ciência» talvez esconda o humanista por detrás do físico: alguém para quem a poesia de Rilke foi um «terramoto» e que fez as primeiras experiências no quintal de casa motivado pelos romances de Júlio Verne.  

 

Ensaio – As guerras sobre a Ciência
Professor de Matemática na Faculdade de Ciências de Lisboa, Jorge Buescu propõe uma leitura moderna, culta e original sobre o clássico «abismo de incompreensão mútua» defendido por C.P. Snow em «As Duas Culturas». Se não forem os cientistas a comunicar a Ciência com rigor, quem o fará por eles?

50 livros – Divulgação no século XXI
José Riço Direitinho escolheu alguns dos principais títulos publicados em Portugal nos últimos 10 anos. Por entre Matemática, Física, Cosmologia, Biologia, Neurologia, Genética ou Química, destacam-se descobertas, lançam-se pistas e contam-se histórias para entendermos um pouco melhor o mundo em que vivemos. Escolher não é uma ciência exacta. Nem desejamos que seja.

 

Rogério Casanova – Conceitos básicos de Ciência
Porque nem tudo é relativo, só uma análise microscópica nos podia ajudar a perceber, em toda a sua dimensão ficcional, o modelo atómico, o Big Bang, a fotossíntese, a termodinâmica e a selecção natural. 

Poesia portuguesa – O princípio da arca de Noé
«A antologia Poemas Portugueses quer ser justa e panorâmica, oferece muito verso para ler, mas exibe sem querer as ilusões do critério nacional (em crise sem retorno) e obriga as “flores” a conviver com basta erva rasteira», escreve Gustavo Rubim, professor da Universidade Nova de Lisboa. 
 
E AINDA


Sofá. Manuel da Silva Ramos aproveitou o sofá para reler O Sofá, da autoria de um mestre de Sade. «Os meus romances não falam de gente etérea.»

Alberto Velho Nogueira.
Poeta e ficcionista, vive há 40 anos na Bélgica, onde escreve os seus livros. «Escrevo em português por razões puramente económicas.»


A Voz do Brasil. Eduardo Coelho apresenta novos autores das periferias do Rio de Janeiro e de São Paulo que modificaram a literatura brasileira.

Wilkie Collins. A Mulher de Branco regressa às livrarias portuguesas 150 anos depois da publicação original. Motivo para recordar o escritor que viveu na sombra de Dickens. 

Próximo livro.
Helder Macedo tem dedicado os seus dias à «obra tão completa quanto possível» de Bernardim Ribeiro, mas gostava de voltar a escrever poesia. 

Provedor. Propostas para o Carnaval: um salto de pára-quedas com José Gil, um baptismo de rappel com Manuel Clemente e uma ida aos karts com João Carlos Espada. 

 

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Enterre-se o liberalismo kung fu, mas identifique-se o ilustrador

As seis páginas ilustradas que acompanham o ensaio de Henrique Raposo («Enterre-se o liberalismo kung fu») na mais recente edição da LER (desde a semana passada nas bancas) têm um autor: Pedro Vieira, o nosso «ilustrador residente». Um belíssimo autor que, por lapso, não aparece identificado nessas páginas. Fica aqui o reparo. Também por lapso, o lead do ensaio ficou sem duas palavras (assinaladas a bold):

 

Francis Fukuyama estava duplamente errado. Para começar, o seu «Fim da História» foi desafiado por uma modernidade alternativa ao modelo ocidental: o «capitalismo iliberal» assente nos valores asiáticos. Depois, a existência de democracias em todas as longitudes poderia dar-lhe razão. Mas não dá. Estes regimes liberais não-ocidentais nasceram muito antes do momento sagrado para o autor norte-americano: 1989.

 

Aqui fica o indispensável pedido de desculpas: ao Pedro, ao Henrique e aos leitores.

Amanhã nas bancas!

 

Rui Ramos – Provocar a esquerda
Com Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro, coordenou uma nova História de Portugal num único volume de mil páginas. Nesta entrevista, Rui Ramos não esconde

o prazer da provocação intelectual e reconhece um aguçado espírito de contradição, sobretudo quando o alvo é a esquerda.

Ensaio – Enterre-se o liberalismo kung fu
«Francis Fukuyama estava duplamente errado. O seu “fim da História” foi desafiado por uma modernidade alternativa ao modelo ocidental: o "capitalismo illiberal" assente nos valores asiáticos. E depois, a existência de democracias em todas as longitudes poderia dar-lhe razão. Mas não dá.» Ensaio de Henrique Raposo.

História – 50 livros para o dia-a-dia
Convidámos Rui Bebiano e Henrique Raposo a escolherem alguns dos melhores títulos editados em Portugal nos últimos anos sobre (e de) História. Livros que ainda estão nas livrarias. Livros que nos possam ajudar a entender o presente (em crise) através de diferentes leituras do passado.

História Virtual – Nabokov & Kafka
Os exercícios de História Virtual não costumam incluir cenários literários, e foi por isso mesmo que Rogério Casanova se aventurou numa síntese lusitana de Vladimir Nabokov e colocou Franz Kafka em Oklahoma. «Uma geração inteira seria crivada de epigramas por Nabokov. Torga? “Um pastor imbecil”. Régio? “Uma pusilânime mediocridade”.»

 

Prémio Pessoa 2009 - A Voz de Clemente

O que escreveu D. Manuel Clemente sobre as «pouco nítidas» relações que os portugueses mantêm com Portugal? Volumes de historiografia, sobretudo, e curtos trechos de ensaio, centrados na defesa de uma espiritualidade latente.

José Riço Direitinho – Histórias de uma Residência

«Voltei por três semanas a Ventspils, na Letónia, para continuar a escrita do romance O Livro Novo dos Exemplos. Hoje estão 10 graus negativos. Amanhã estarão vinte. Quando regressar, levo 16 horas de escrita por dia e muitas histórias, como estas».

E AINDA

Quase em 2011. Jorge Reis-Sá não é apenas o coordenador da antologia de poemas portugueses de oito séculos. É, sobretudo, autor do mais insuspeito balanço de 2010.

Sofá. Mal entrou na sala, Alberto Pimenta quis aninhar-se no sofá, maravilhado, mas não é homem para tomar decisões sentado. «Na cama é outra coisa.»

Laurent Gaudé.
Viajante, romancista e dramaturgo, o autor de A Porta dos Infernos revela não ter preconceitos literários. «Estou preparado para acreditar em tudo, desde que mo contem bem.»

Arquitectura. Como é que oito portugueses influenciaram a arquitectura em Angola e Moçambique entre 1948 e 1975? Um espólio sentimental publicado agora em Portugal.

William Blake. As gravuras do poeta e pintor inglês destacam-se na nova edição de Milton (Antígona), traduzida e anotada por Manuel Portela.

Provedor.
Atento a tudo o que mexe, o nosso provedor sugere um spa para intelectuais e revela as principais novidades literárias para 2010. Alarme antimetáfora pirosa é uma delas.

 

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Amanhã nas bancas!

 

José Tolentino Mendonça – A fé é nocturna
Durante a entrevista, há momentos em que  parece estar a ditar um texto que lhe é soprado ao ouvido. Professor de Teologia na Universidade Católica de Lisboa, autor do recente O Viajante Sem Sono, José Tolentino Mendonça é um poeta reconhecido, com nome já inscrito na Literatura Portuguesa. «Vivemos tempos de miséria simbólica.»

Balanço da década – Os anos do caos
O que nos trouxe a primeira década do século XXI? O que aprendemos com ela? Romance, poesia, ensaio, revistas, blogues, prémios literários, protagonistas, revelações, confirmações, decepções. A assinatura é de Eduardo Pitta. O título também. Obrigatório.

Livros – 52 livros de 2009
Se as livrarias fossem farmácias, esta era a nossa receita: 52 títulos para as 52 semanas do ano. Bons livros, como se sabe, curam tudo. Carlos Câmara Leme, Dóris Graça Dias, Filipa Melo, José Guardado Moreira, José Mário Silva, José Riço Direitinho Rui Bebiano e Sara Figueiredo Costa escolheram os seus favoitos. E Rogério Casanova recorda os verdadeiras obras-primas de 2009. 

Açores - O século dos Dabney
Em 1806, John Bass Dabney instala-se na Horta como empresário e cônsul-geral dos EUA. Nos 86 anos seguintes, os Dabney serão verdadeiros senhores das ilhas, como prova o legado epistolar em parte divulgado na antologia Os Dabney, Uma Família Americana nos Açores. Motivo para uma digressão de Filipa Melo pela ilha de Mau Tempo no Canal.

Manoela Sawitzki – Educação sentimental
O segundo romance desta novíssima escritora gaúcha que surpreendeu o meio literário brasileiro, Suíte Dama da Noite, é o primeiro publicado em Portugal. De passagem por Lisboa, Manoela Sawitzki revelou parte do seu jogo de enganos a José Riço Direitinho. Só parte.

****

Margarida Rebelo Pinto. Acaba de lançar O Dia em Que Te Esqueci e, deitada no sofá, confessa que há uma banda culpada pela sua carreira: os Bee Gees. Quem diria?

Rubem Fonseca. O Seminarista é a prova de um grande autor em declínio? Resposta de Eduardo Coelho, que não perde um jogo da Copa de Literatura Brasileira.

Nuno Ramos. «O meu superego é mais exigente como escritor». Entrevista com o vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura, filho de um intelectual português que morreu «de alegria» no 25 de Abril.

O Livro das Horas. Tiago Cavaco revisita um dos livros absolutamente capitais de Rainer Maria Rilke, agora editado pela Assírio & Alvim.

António Osório. Depois de reunir toda a poesia em A Luz Fraterna, decidiu começar a escrever a sua biografia como uma entrevista. Título: De Memória em Memória.

Provedor. Nuno Costa Santos descobriu que Roberto Bolaño é, afinal, o pseudónimo de um escritor de Cacilhas. E levanta a ponta do véu do processo «Metáfora Oculta».

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Richard Zimler

«Só os maus livros têm nacionalidade»
No seu novo romance, Os Anagramas de Varsóvia, o escritor que nasceu em Nova Iorque mas vive em Portugal há mais de duas décadas, volta ao tema do Holocausto, tendo como pano de fundo a sua própria identidade.

Jorge de Sena

Voltar à terra
Com parte substancial do seu espólio já entregue à Biblioteca Nacional – e depois de em Setembro os seus restos mortais terem sido trasladados para o Cemitério do Prazeres, em Lisboa –, outra luz pode incidir sobre a obra do autor de Sinais de Fogo. Polémicas, entrevista com Mécia de Sena, testemunho de José Augusto França – e muito mais.

Vinicius de Moraes

Escrita inédita
«Estou longe da poesia, seco, estudando Anglo-Saxão e metido em grandes roupagens», escreveu Vinicius de Moraes na carta a Rodrigo Melo Franco de Andrade, a 9 de Outubro de 1938. Trinta anos depois, já consagrado mundialmente pela Bossa Nova, embarcou rumo a Lisboa, onde fez shows com Baden Powell. Inéditos agora revelados em Portugal.

João Ubaldo Ribeiro

Tertuliano c'est moi
«Com a idade a chegar, morrem amigos, aparecem achaques, e limitações dantes nunca vividas. E tende-se a pensar na morte, e é bem possível que isso tenha acontecido com este livro. Assim como o Flaubert era Ema Bovary, talvez eu seja o velho Tertuliano.» Entrevista a pretexto de O Albatroz Azul.

Paris Review

Dez clássicos
As entrevistas a Saul Bellow, Lawrence Durrell, Ernest Hemingway, Graham Greene, Jorge Luis Borges, Boris Pasternak, Truman Capote, William Faulkner e E. M. Forster fazem parte de um volume editado agora pela Tinta-da-China. Aviso: o texto de Rogério Casanova não é aconselhável a fãs de Jack Kerouac.

 

E ainda:

Sofá da LER. Paulo Moreiras acaba de publicar Os Dias de Saturno mas pensa já no próximo projecto: «Seria interessante perceber a história do leitão em Portugal».

A Voz do Brasil. Uma nova coluna com notícias de livros e autores brasileiros. Eduardo Coelho começa bem: quem são os mais significativos poetas na nova geração?

Casa da Achada. Passámos um dia na casa onde está disponível, desde Setembro, o espólio literário e artístico, o arquivo pessoal e a biblioteca privada de Mário Dionísio. E prometemos voltar.

John dos Passos. Depois de décadas de esquecimento, a trilogia USA regressa às livrarias portuguesas com nova edição da Presença.

Gulag. A partir das memórias de vários autores, Rui Bebiano escreve um ensaio sobre a luta pela dignidade humana nos campos do Gulag.

Provedor. Nuno Costa Santos está em condições de avançar uma notícia de última hora: a biblioteca de Pacheco Pereira, na Marmeleira, está sob escuta.

 

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LER nas bancas. Sumário:

Na arca de Eduardo Lourenço escondem-se heterónimos, Tristão Bernardo, Tristão Georges, Tristão Nadal, «máscaras transparentes que revelamos em exclusivo em páginas muito especiais: inéditos, análise, entrevista, etc. «Não quero que a escrita tome conta de mim. Ficava louco», confessa Mia Couto, entrevistado por Carlos Vaz Marques. Rogério Casanova analisa, em cinco partes pormenorizadas, o mundo vertiginoso de Roberto Bolaño a partir da sua obra-prima inacabada (2666). Luísa Costa Gomes responde a José Riço Direitinho sobre a paródia do Second Life e a nova solidão. Filipa Melo partilha as notas de leitura do novo romance de António Lobo Antunes. E o provedor alertaos vampiros já invadiram a literatura portuguesa! (com ponto de exclamação e tudo, que também é tema em algumas páginas). Mas há mais, como habitualmente: crónicas, excelentes crónicas, críticas, extractos, listas, tops, histórias e outros apontamentos, manifestos, ilustrações, prémios e um sofá sempre vermelho. 

 

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LER hoje nas bancas!

Na arca de Eduardo Lourenço escondem-se heterónimos, Tristão Bernardo, Tristão Georges, Tristão Nadal, «máscaras transparentes que revelamos em exclusivo em páginas muito especiais: inéditos, análise, entrevista, etc. «Não quero que a escrita tome conta de mim. Ficava louco», confessa Mia Couto, entrevistado por Carlos Vaz Marques. Rogério Casanova analisa, em cinco partes pormenorizadas, o mundo vertiginoso de Roberto Bolaño a partir da sua obra-prima inacabada (2666). Luísa Costa Gomes responde a José Riço Direitinho sobre a paródia do Second Life e a nova solidão. Filipa Melo partilha as notas de leitura do novo romance de António Lobo Antunes. E o provedor alertaos vampiros já invadiram a literatura portuguesa! (com ponto de exclamação e tudo, que também é tema em algumas páginas). Mas há mais, como habitualmente: crónicas, excelentes crónicas, críticas, extractos, listas, tops, histórias e outros apontamentos, manifestos, ilustrações, prémios e um sofá sempre vermelho. 

 

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Os heterónimos de Eduardo Lourenço

«Não há ninguém para apresentar Tristão Bernardo como eu mesmo. Serve-se melhor quem o faz por suas mãos. Como Napoleão (não exageres rapaz) coroar-me-ei por minhas mãos, mas será uma coroação como a de Quincas Borba: com uma coroa de Nada.»

11 de Setembro de 1953 in Diário

 

Conheça Tristão Bernardo, Tristão Georges, Tristão Nadal e outros inéditos da arca do autor de O Labirinto da SaudadeLER nas bancas a partir de amanhã!