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LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

LER já nas bancas!


«Vim celebrar, de algum modo, os 25 anos desta revista, muito especial e extremamente útil, que é a LER, uma revista de informação qualificada daquilo que se publica neste país, em que saem excelentes crónicas de autores conhecidos, e sobre tudo a notícia das coisas mais importantes, na ordem literária, que aparecem em Portugal. Vinte e cinco anos é de facto já uma maioridade e pode-se considerar que foi uma aposta de sucesso, até hoje, aquela que é representada pela revista LER. É para mim uma grande honra estar aqui.» Eduardo Lourenço na abertura do ciclo de conferências «LER em Voz Alta».

ALBERTO MANGUEL «O TEMOR AO PODER DO LEITOR CONTINUA»
A sua imagem, muito jovem, a ler para um escritor cego chamado Jorge Luis Borges é um desses símbolos perfeitos. Agora com 64 anos, entrevistado em Lisboa por Carlos Vaz Marques, Alberto Manguel, autor de Uma História da Leitura, dividido entre várias nacionalidades e línguas, continua a considerar-se mais um leitor do que um escritor. «A noção que querem inculcar-nos é a de que a criação artística e intelectual deve ser algo que nos ajude a não pensar. Isto sempre foi uma ameaça para a leitura. Agora, é mais do que uma ameaça, é uma política de leitura. O facto de se falar em celebrar o livro, em promover a leitura nas bibliotecas, em fazer com que o país seja mais alfabetizado não significa que se ensine a ler em profundidade.»
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EDUARDO LOURENÇO A MALA QUE O MEU PAI ME DEIXOU
«Sou um leitor compulsivo e absoluto até ao ponto de imaginar que sou mais uma coleção de folhas de livros do que propriamente um leitor deles.»
Com estas palavras, num belíssimo final de tarde, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Eduardo Lourenço inaugurava o ciclo de conferências «LER em Voz Alta». Palavras que agora se fixam em papel. Um privilégio. 
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ROUBOS LITERÁRIOS SEIS CONFISSÕES
Pode surgir sob a forma de pastiches quando se está a aprender, como notam José Riço Direitinho e Dulce Maria Cardoso. Pode ser a apropriação de um universo específico, como mostra David Machado. Pode ser a adulteração de um saber, como na obra de Afonso Cruz. Pode ser um jogo intertextual assumido, segundo Rui Zink. Ou, como Mário de Carvalho deixa bem claro, pode ser esse o ofício do escritor: aprender com os melhores, roubar o que é para ser roubado e criar uma coisa nova.
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JK ROWLING «É UM FLUXO DE ADRENALINA, UMA COISA FÍSICA»
A ruiva desconhecida que escrevia nos cafés de Leith (Escócia) nos anos 90 é hoje uma personalidade quase inacessível. Qualquer conversa assume as proporções de uma audiência real. E esta começa pelo seu primeiro livro pós-Harry Potter, cuja edição portuguesa (Uma Morte Súbita) chega às livrarias
no final de novembro. Uma conversa exclusiva.
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THOMAS PYNCHON ENCICLOPÉDIA GERMÂNICA
A obra-prima do mais enigmático dos escritores americanos, publicada há 50 anos, tem finalmente tradução em Portugal. «Tal como a trajetória do foguete, tal como a vida», escreve Rogério Casanova, «O Arco-Íris da Gravidade começa com um grito e acaba em súbito silêncio. Mas nesse domínio entre o zero e o um, consegue tudo aquilo que importa».