Estava convencido que era amanhã. Hoje por acaso dá mais jeito. Amanhã é dia de "Dexter" na RTP2. Vou suster a minha curiosidade por umas horas. Venha de lá essa revista! Vamos ver se não chove. Já tenho a minha dose de chuva com o Estoril Open. Que a nova LER tenha tanto sucesso como o Roger Federer.
Ergo a minha taça de champanhe ao renascer da revista Ler. Espero que o FJV tenha arte e engenho para a manter interessante e viva por mais uns anos e que nós, seus companheiros de jornada, a saibamos merecer, oferecendo-a a outros potenciais leitores em vez de a mandarmos para o papelão!
Parabéns, pois a quem tem a coragem de arriscar na divulgação da cultura!
Num espaço muito agradável, o lançamento foi uma bela ocasião para conviver com os amigos e a "tribo do livro".
Nos plasmas do BBC passaram imagens que ternurentamente nos recordaram as LER antigas. E se o formato de livro nos tocava particularmente, esta nova LER tem um grafismo atraente, num trabalho sóbrio e cuidado do Rui Leitão.
A foto de capa (do Lobo Antunes) é fortíssima, uma imagem a reter. Lá dentro, na entrevista, não falta um pormenor de espadachim, em estocada a José Saramago.
E mesmo sem ter bebido mais do que um Eristoff laranja fiquei toldado pela novidade, através de uma voz que se insinuou no BBC: afinal, o "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" é do Eça. E eu a pensar que era do Luiz Vaz. É bem verdade que existem alguns poemas atribuídos a Bocage que não são dele.
O Tejo foi um belo padrinho do lançamento. Que a LER possa fluir suavemente por muito tempo.
Congratulamo-nos pelo reaparecimento da Ler e lamentamos o facto de a distribuição não corresponder às perspectivas. Como responsável por uma Livraria, numa cidade a 100 kms do Terreiro do Paço, anoto a não recepção da revista um dia após o seu lançamento. Espero que esta situação seja só com o número 1... Cordiais Cumprimentos, Isabel Castanheira
Não é preciso ir tão longe. Em Moscavide tambémnão apareceu, mas parece que a distribuição é da própria dbl que se calhar andou muito atarefada hoje a oferecê-la nas suas próprias livrarias. Como não fui convidado para a festa de ontem, e não pude comprar a revista hoje, talvez a bert queira que eu me chateie amanhã.
Li primeiro a entrevista a Lobo Antunes onde ele se refere à publicação de "A Morte de Ivan Ilyitch", " Èste livro aborda o tema da morte.´Dá vontade de não escrever mais para aquilo, não é? Quer dizer, não têm o direito de fazer isto ao Tolstoi." O que é que ele diria da lista dos 50 autores mais influentes do século XX? . Rulfo: "O que nos ensinou: as melhores obras completas não se medem pelo número de páginas." Salinger: "A retórica da invisibilidade". A de Wittgenstein é tirada do Tractatus que ele acabou por repudiar. Mas a questão nem é essa, mas a de rotular os autores desta maneira. Claro que esta revista é a melhor (tirando a da Gulbenkian, mas isso é outra conversa) que temos agora, e que quer ser para todos mas há que ter respeito.