Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Palavras das Correntes

Quem está farto das palavras? «Estou farto das palavras», tema de uma das mesas das Correntes, ontem. Tema provocador, avisou Carlos Pinto Coelho, no papel de moderador. Mas são as palavras (provocadoras ou não, pouco importa) que justificam as Correntes. Das palavras que os alunos das várias escolas da Póvoa ouviram de Dulce Maria Cardoso, João Paulo Cuenca, José Luís Peixoto ou Eucanaã Ferraz; das palavras que teimam em não passar para a folha em branco, das palavras publicadas no novo romance de Helder Macedo (Natália, ed. Presença), nos livros de autores sul-americanos (Andrea Blanqué, Álvaro Uribe, Adriana Lisboa, Héctor Abad Faciolince) editados pela Quetzal, e nos títulos apresentados, já noite dentro, numa sala do hotel onde o grande desafio era encontrar uma cadeira livre (entre eles, A Escriba, de António Garrido, O Mundo, de Juan José Millás ou Chiquita, de Antonio Orlando Rodriguez); nas palavras gastas que tanto «arruinam casamentos como editoras», como explicou Victor Andresco, que nos podem salvar (Rui Cardoso Martins) quando a morte aparece cobardemente, ou que faltam quando a imaginação é torrencial (Daniel Galera); palavras que mudam (mudam mesmo) a vida das pessoas, como contou Luis Fernando Veríssimo a propósito de uma das obras-primas do seu pai (Olhai os Lírios do Campo), palavras desenhadas com prazer a lápis (Almeida Faria), palavras cantadas por Paulina Chiziane, palavras escritas e lidas numa emocionada carta ao pai (Eduardo Bettencourt Pinto). (cont.)

1 comentário

Comentar post