canções & livros (2): «Read It In Books», The Teardrop Explodes.
Álbum Kilimanjaro, 2009
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Álbum Kilimanjaro, 2009

O CEO da Penguin Random House em Inglaterra, Tom Weldon, exortou a indústria da edição a responder ao «imperativo comercial realmente urgente» de «fazer refletir em livros as experiências da classe trabalhadora [working class]»: «Fico doente quando vejo que os livros e a edição não refletem o mundo em que vivemos.» Um artigo a ler, na The Bookseller — é maravilhoso ver os tubarões da indústria a querer vender obras sobre a classe trabalhadora.
Artigo de Catarina Fernandes Martins sobre a presença – e ausência – de Joan Didion na edição portuguesa. Texto na Notícias Magazine: «No mundo anglo-saxónico existe uma verdadeira obsessão em torno de Joan Didion, uma das maiores escritoras e jornalistas norte-americanas do século XX. Essa obsessão cresceu do facto de Didion ser simultaneamente uma escritora brilhante e um ícone de estilo cultural que privou com as grandes estrelas de Hollywood e do rock dos anos 1960 e 70 e que continua a participar em campanhas publicitárias de moda, mas também da própria natureza da sua escrita – «extraordinariamente introspetiva ou extraordinariamente narcisista, de acordo com a perspetiva do leitor», como escreveu uma vez a autora Caitlin Flanagan na revista Atlantic.»

Eça de Queirós falava de dinheiro nos seus livros. Tal como Jane Austen ou E.M. Forster (e como Martin Amis, claro). Mas não é costume os autores mencionarem valores nos seus romances. Um breve retrato, no The Guardian.