Canções & livros (1): «Wrapped Up In Books», Belle and Sebastian.
Álbum Dear Catastrophe Waitress, 2013
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Álbum Dear Catastrophe Waitress, 2013
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Assinalando também a passagem do 11.º aniversário, a Guerra e Paz lança um novo site, um blogue e uma newsletter renovada.
Um estudo publicado pela Scientific Study of Literature defende que a leitura de livros de ficção científica é empobrecedora. Em 2013, um estudo semelhante determinou que os leitores de «ficção literária geral» tornava os leitores mais abertos e empáticos – por oposição aos que apenas liam livros de um certo «género». No The Guardian.

José Luís Peixoto representa Portugal na Feira do Livro de Guadalajara, México – no próximo dia 29 participa numa mesa-redonda dedicada às literaturas europeias com Antonia Michaelis (alemã), Marta Sanz (espanhola) e Muriel Barbery (francesa). A apresentação da edição mexicana de Em Teu Ventre (En tu Vientre) é no dia 2. Portugal é o próximo país convidado da feira.



Começa hoje o Minha Língua, Minha Pátria, promovido pelo Instituto Eva Herz, da Livraria Culrura, em São Paulo. Hoje, Mia Couto conversa com Paulo Werneck, às 19h30 — todas as mesas acontecem na livraria do Shopping Iguatemi; os portugueses Isabela Figueiredo e Bruno Vieira Amaral discutem, no sábado, o tema «Mera Ficção e Pura Realidade: As Vozes da Margem Sul do Rio Tejo», sob moderação de Paulo Roberto Pires, e no domingo os brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá conversam com o português Afonso Cruz sobre ilustração, cartoon, bd e literatura, com moderação de Isabel Lucas.

3500 livros depois – publicados na Anagrama desde 1969 – Jorge Herralde recebe o prestigiado prémio Atlántida, atribuído pelo Grémio de Editores da Catalunha. A sua editora é, além do mais, a responsável pela atribuição de dois prémios, o atribuiu o Premi Llibres Anagrama de Novel·la, para livros em catalão.
Foto ©EL PAIS
Já se conhece a shortlist dos Costa Awards para este ano – os melhores livros publicados no Reino Unido e na Irlanda. Veja aqui a lista ao pormenor, livro a livro, autor a autor.
Já estão abertas as inscrições para o Concurso Nacional de Leitura — escolas, preparai-vos. Regulamento aqui.
Os turistas – o que fazer com eles? Observá-los, como a todos os outros seres humanos.
Há dias, num hotel da capital, tive uma oportunidade magnífica para realizar esse exercício. De manhã, dirigi-me ao restaurante para tomar o pequeno-almoço. Um rapaz de farda, acne e gaguez pediu-me para aguardar. Por fim, indicou-me uma mesa perto da janela. Fui. A meio caminho, um grupo de quatro alemães (dois casais), insatisfeitos com a mesa que lhe fora atribuída pouco antes, ocupou a que me tinha sido destinada.
Ali fiquei, desamparado e perdido entre os alemães, com o jovem funcionário do hotel, tão perdido quanto eu. Creio que teria ordens para não abandonar o posto onde se encontrava. Olhei para ele e apercebi-me do pavor ruborizado. Eu só queria que me indicasse uma mesa alternativa e não que me apoiasse num conflito luso-alemão de consequências desastrosas para o nosso turismo, com notícia de trocas de agressões no Frankfurter Allgemeine e críticas negativas no TripAdvisor. Um outro funcionário do hotel dirigiu-se aos alemães, dizendo-lhes que tinham ocupado indevidamente aquela mesa, mas foi enxotado com um simples gesto de mão. Fez sinal ao colega, confessando a impossibilidade de remover o pesado quarteto daquela mesa. À espera de uma orientação e do meu pequeno-almoço, eu continuava ali, a observar esta comédia de costumes. Deveria ignorar as regras e ocupar uma mesa qualquer? Ou tal atrevimento só é consentido aos que vêm de fora? Como qualquer burguês, tenho horror ao escândalo público, não pelo temor do confronto, mas por excesso de consciência do ridículo. A minha hesitação durou o suficiente para que a mesa mais indesejada – no extremo oposto ao da janela – vagasse e o funcionário, apologético e atrapalhado, me encaminhasse para lá com um gesto cheio de ombros, sobrancelhas e tremores que apelava à minha boa-vontade e a uma reconfortante solidariedade nacional. Os alemães – ruidosos e terra-tenentes – devoravam ovos mexidos e sorviam sumos naturais. No meu exíguo e sombrio cantinho pensei que turismo é uma coisa, luta pelo lebensraum é outra. B.V.A.