Vigilantes – é assim que estaremos, escrutinando a atividade literária dos candidatos presidenciais já anunciados. Fomos ver a contribuição de cada um deles para o acervo bibliográfico nacional. É como se segue.
Manuela Gonzaga:O Passado de Portugal no Seu Futuro: Conversas com o Duque de Bragança (Textual, 1995), A Morte da Avó Cega (Planeta, 1999), Jardins Secretos (Âncora, 2006), António Variações (Âncora, 2006), Doida, Não e Não! (Bertrand, 2009), Meu Único Grande Amor: Casei-me! (Bertrand, 2010), Moçambique, Para a Mãe se Lembrar como Foi (Bertrand, 2014), Imperatriz, Isabel de Portugal (Bertrand, 2012), Xerazade, A Última Noite (Bertrand, 2015) – além da série André, infanto-juvenil, com vários volumes.
Paulo de Morais:Da Corrupção à Crise (Gradiva, 2013) e Janela do Futuro (Gradiva, 2015).
Henrique Neto: Uma Estratégia para Portugal (Lua de Papel, 2011), Um Olhar Sobre a Indústria de Moldes (Gradiva, 2014).
Haruki Murakami conta, neste artigo, como lhe ocorreu tornar-se escritor: uma epifania durante um jogo de basebol entre os Yakult Swallows (a sua equipa) e os Hiroshima Carp – no Jingu Stadium, em Tóquio: «Along with music, books were my great joy. No matter how busy, or how broke, or how exhausted I was, no one could take those pleasures away from me.»
Fifty Shades of Grey (As Cinquentas Sombras de Grey), de E.L. James, é o e-book mais vendido pela Amazon nos últimos cinco anos. Em segundo está Fifty Shades Darker (Cinquenta Sombras Mais Negras) e em terceiro Em Parte Incerta (Gone Girl), de Gillian Flynn – no quarto lugar regressa E.L. James com Cinquenta Sombras Livre (Fifty Shades Freed). Depois, é como se segue: 5) The Hundred-Year-Old Man Who Climbed Out of the Window and Disappeared (O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu), de Jonas Jonasson; 6) Life Of Pi (A Vida de Pi), de Yann Martel; 7) The Girl With The Dragon Tattoo (Os Homens Que Odeiam as Mulheres), de Stieg Larsson; 8) Watch Over Me, de Daniela Sacerdoti (não publicado em Portugal); 9) Twelve Years a Slave (Doze Anos Escravo), de Solomon Northup; 10) Thursdays in the Park (Quinta-Feira no Parque), de Hilary Boyd.
Três livros de uma assentada para a lista de títulos destacados pela Publishers Weekly sobre o tema: This Economy Kills: Pope Francis on Capitalism and Social Justic, de Andrea Tornielli and Giacomo Galeazzi (Liturgical Press), The Year Without a Purchase: One Family’s Quest to Stop Shopping and Start Connectin, de Scott Dannemiller (Westminister John Knox Press), que acompanha a vida de missionários na sua luta «contra a cultura consumista» – e, finalmente, At the Altar of Wall Street: The Rituals, Myths, Theologies, Sacraments, and Mission of the Religion Known as the Modern Global Economy, de Scott W. Gustafson (Eerdmans Publishing Company), onde estabelece um paralelismo entre a nossa cultura, centrada na economia, e outras culturas dominadas pela religião.
É um dos mais aguardados regressos às estantes das livrarias (e das nossas): o novo livro de poesia de Pedro Mexia sai em Outubro, com o título Uma Vez que Tudo se Perdeu – evocação de Ruy Belo («Não temas porque tudo recomeça/ Nada se perde por mais que aconteça/ uma vez que já tudo se perdeu.»). Uma bela notícia, para já.
Entretranto, depois da publicação de Cinemateca (Tinta da China), crónicas de cinema, Pedro Mexia prepara a edição de Biblioteca, uma reunião de críicas de livros e textos sobre literatura, a publicar em 2016.