Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Editorial: Os prémios anunciados ao mesmo tempo

Em França, onde o número de prémios literários é — no mínimo — abundante, há tambem uma certa disputa entre eles. O que não evita certos atropelamentos, como o que ocorreu ontem, com o anúncio quase em simultâneo do Goncourt e do Renaudot. À parte esses, existem ainda o Femina, o Médicis, o do Le Monde, o Fnac, o Chateaubriand, o da Academia, o Nadar, o Jean Giono, o François Mauriac, o Lecteurs, o Choix des Libraires, o da Crítica, o Paul Verlaine, o da Francofonia, etc. Em Portugal, evidentemente que a lista de prémios literários não é tão generosa — e, dados os valores em causa (que permitem algum festejo aos autores e editores premiados), conviria que cada um deles fizesse a sua «marcação de espaço», tivesse o seu tempo, criasse as suas expetativas. Isso é bom para as entidades que atribuem os prémios, para os editores e, em primeiro lugar, para os autores. Não foi isso que aconteceu este ano, com o Premio APE de Romance e Novela e o Pen anunciados no mesmo dia, com meia-hora de diferença. Nada obsta, naturalmente, a que seja assim. Apenas o bom senso. 

Prémio Goncourt para Lydie Salvayre e Renaudot para David Foenkinos

Pas pleurer de Lydie Salvayre (Seuil), ganhou o Goncourt – ontem, 5 de novembro. A lista dos finalistas incluía Pauline Dreyfus, Ce sont des choses qui arrivent  (Grasset), David Foenkinos, com Charlotte  (Gallimard) ou Kamel Daoud, Meursault, contre-enquête  (Actes sud). O livro de Kamel Daoud será publicado em Portugal pela Teodolito.

 

Entretanto, Charlotte, de David Foenkinos (também finalista do Goncourt) acaba de ganhar o Renaudot na categoria de ficção. O Renaudot de ensaio foi para Christian Authie, com De chez nous (Stock), e o Renaudot Poche, para Florence Seyvo, com Le Garçon incassable (Points).

Prémios Pen: definitivo

 Bruno Vieira Amaral. Ana Luísa Amaral.

 

 Golgona Anghel. Gastão Cruz.

 

 

NARRATIVA:

Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (Quetzal)., ex-æquo com Ana Luísa Amaral, Ara (Sextante).

POESIA:

Gastão Cruz, Fogo (Assírio & Alvim), ex-aequo com Golgona Anghel, Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho (Assírio & Alvim)

ENSAIO:

Diogo Ramada Curto, Para que serve a História (Tinta-da-China)

PRIMEIRA OBRA:

João Pedro Cachopo, Ensaio sobre o Pensamento Estético de Adorno (Vendaval), ex-aequo com Rosa Oliveira, Cinza (Tinta da China)