Em França, onde o número de prémios literários é — no mínimo — abundante, há tambem uma certa disputa entre eles. O que não evita certos atropelamentos, como o que ocorreu ontem, com o anúncio quase em simultâneo do Goncourt e do Renaudot. À parte esses, existem ainda o Femina, o Médicis, o do Le Monde, o Fnac, o Chateaubriand, o da Academia, o Nadar, o Jean Giono, o François Mauriac, o Lecteurs, o Choix des Libraires, o da Crítica, o Paul Verlaine, o da Francofonia, etc. Em Portugal, evidentemente que a lista de prémios literários não é tão generosa — e, dados os valores em causa (que permitem algum festejo aos autores e editores premiados), conviria que cada um deles fizesse a sua «marcação de espaço», tivesse o seu tempo, criasse as suas expetativas. Isso é bom para as entidades que atribuem os prémios, para os editores e, em primeiro lugar, para os autores. Não foi isso que aconteceu este ano, com o Premio APE de Romance e Novela e o Pen anunciados no mesmo dia, com meia-hora de diferença. Nada obsta, naturalmente, a que seja assim. Apenas o bom senso.
Pas pleurer de Lydie Salvayre (Seuil), ganhou o Goncourt – ontem, 5 de novembro. A lista dos finalistas incluía Pauline Dreyfus, Ce sont des choses qui arrivent (Grasset), David Foenkinos, com Charlotte (Gallimard) ou Kamel Daoud, Meursault, contre-enquête (Actes sud). O livro de Kamel Daoud será publicado em Portugal pela Teodolito.
O Grande Prémio de Romance e Novela APE/ Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas - 2013, acaba de ser atribuído ao romance Que Importa a Fúria do Mar, de Ana Margarida de Carvalho (Teorema).