Adaptados à «leitura por jovens»
Traduzidos do original pela mão e pela sensibilidade de Frederico Lourenço. Adaptados à «leitura por jovens» por Frederico Lourenço, naturalmente. Uma boa ideia para o outono.
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Traduzidos do original pela mão e pela sensibilidade de Frederico Lourenço. Adaptados à «leitura por jovens» por Frederico Lourenço, naturalmente. Uma boa ideia para o outono.




O site Matchbook (no Tumblr) dedica-se a explorar a correspondência entre capas de livros, livros, primeiras frases de livros – e, imagine-se, biquínis e fatos de banho. Os autores vão desde J.D. Salinger, J.D. Ballard ou Dostoievsky até Kurt Vonnegut e Agatha Christie; nos criadores de roupa sei que entram a Adidas, Victoria’s Secret, La Perla e muitos designers individuais. Outras correspondências são possíveis: livros e carros, vinhos, gastronomia, arquitetura, , mas são ideias mais banais hoje em dia. Ficam muitas opções disponíveis: livros e raquetes de ténis, livros e relógios de parede, livros e lingerie, livros e miniaturas de comboios, a lista é infindável e tonta, tão tonta como a paixão pelos livros.
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A França discute um livro, Le Suicide Français, de Eric Zemmour. Ou aquilo que ele representa, a França vencida pelo tempo tentando reabilitar os seus fantasmas. Parte da imprensa exige que Zemmour não possa ir à televisão, que o silêncio é a melhor resposta. Porquê? O que ele defende é duro – que os últimos quarenta anos, depois do Maio de 68 (a grande desgraça), destruíram a França e, por extensão, a Europa. Há demasiados estrangeiros em França, demasiados árabes, negros, feministas (“o homem transformou-se numa mulher como os outros”), cosmopolitismo, liberais, influência americana, muçulmanos (“a França vai ser muçulmana”), economistas anglo-saxónicos, misturas (“o gay quer ser um judeu como os outros”). A decadência da grande nação francesa. Zemmour diz-se bonapartista e pétainista, e lamenta que a Europa tenha escravizado a França. É melhor não ignorar este homem. A velha França tem um louco à solta. [F.J.V.]
REFERÊNCIAS
Charles Pasqua s'est attaqué à Eric Zemmour et ses différentes sorties sur Pétain et les juifs. Le Nouvel Observateur.
Eric Zemmour victime d'une "cabale", mais invité partout. L’Express.
Plus c’est gros, plus ça buzze [ou de como a esquerda gostaria de proibi-lo de ir à televisão]. Libération.
Roselyne Bachelot s'"inquiète" du "phénomène" Éric Zemmour. Le Point.
Passé d’Épinal. Editorial do Libération.
Le pétainisme et l’air du temps. Artigo de Mark Weitzmann, no Libération.
Zemmour, une dérive française. Libération.
Zemmour et Attali, deux profils du confort intellectuel up-to-date, no Mediapart.
"Hordes de Roms, Maghrébins et Africains" : Eric Zemmour persiste et signe. No site TF1
Eric Zemmour à propos de notre pays : « Ce n’est même pas qu’on n’aime pas cette France, on ne la reconnaît pas ! Ce n’est plus la France ! ». Nouvelles de France.

A entrega do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, atribuído ao filósofo José Gil, pelo seu livro Cansaço, Tédio, Desassossego (edição Relógio d'Água) vai realizar-se no próximo dia 31 de Outubro, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco (Av. Dr. Carlos Bacelar), em Famalicão. O prémio foi atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
Philip Roth uns anos antes e uns anos depois de entrar na lista dos desafectos do Nobel – mas sempre ao pé da janela.