Platero: cem anos de leituras.
Platero y yo, um dos três livros mais lidos em espanhol, depois da Bíblia e do Quixote, faz cem anos. Uma evocação de Andrés Ibañez em torno da obra mais conhecida de Juan Ramón Jiménez.
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Platero y yo, um dos três livros mais lidos em espanhol, depois da Bíblia e do Quixote, faz cem anos. Uma evocação de Andrés Ibañez em torno da obra mais conhecida de Juan Ramón Jiménez.

Tom Zoellner. Train: Riding the Rails That Created the Modern World. From the Trans-Siberian to the Southwest Chief
Texto no The Washington Post.
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Se entre Nova Iorque e, imaginemos, Anchorage, perguntássemos aos americanos como se organiza o sistema solar, notaríamos que 25% da população ignora que a Terra gira à volta do Sol. Sherlock Holmes, se se lembram, também não sabia – e considerou o assunto uma completa inutilidade, mas tratava-se de ficção. A The Atlantic revela os pormenores de um estudo sobre conhecimento científico, e preocupa-se com a América; mas olhem que os resultados da União Europeia também são muito, muito preocupantes; apenas 67% dos europeus afirma que a Terra anda à volta do Sol. Já quanto à pergunta sobre se os seres humanos se desenvolvem a partir de outras espécies de seres vivos, a percentagem de americanos que responde «sim» é inferior a 50%: «This seems to indicate that many Americans are familiar with the theories of evolution and the Big Bang; they simply don't believe they're true.»
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A jovialidade familiar dos assassinos e o regresso da banalidade do mal: o Le Monde publica algumas das cartas de Heinrich Himmler à sua mulher Marga (datadas de 1929 até ao seu suicídio, em 1945). Himmler foi comandante militar das SS e líder do partido nazi e, finalmente, comandante de toda a administração da máquina do III Reich. Foi o criador dos Einsatzgruppen.
O novo romance de Stephen King leva o título Revival e sairá a 11 de Novembro — uns meses depois de se estrear (em Junho) na literatura policial, com Mr. Mercedes.
Numa biblioteca que tem feito um notável trabalho na rede de leitura pública, a Câmara Municipal da Nazaré reduz dramaticamente o quadro de pessoal: de 7 funcionários ficam apenas 3.
Extracto de um comunicado recebido há pouco:
«No passado dia 10/02 foi transmitida oralmente a informação da não renovação dos contratos de trabalho a termo certo do Técnico Superior BD e das três (3) Assistentes Técnicas BD a desempenhar funções na Biblioteca Municipal da Nazaré quebrando uma ligação de seis (6) anos com o município da Nazaré, numa 1ª fase (3 anos) integrados no grupo de funcionários afetos à Câmara Municipal e, numa 2ª fase (3 anos) integrados na Empresa Municipal Nazaré Qualifica. Foi comunicado superiormente que, num conjunto de sete (7) elementos da equipa, apenas iriam ficar os 3 (três) trabalhadores do quadro de pessoal da câmara que desempenham atualmente funções na Biblioteca Municipal. A justificação oficial que foi fornecida foi de natureza económica decorrendo de uma política global de redução do número de trabalhadores da Nazaré Qualifica não obstante esta continuar em atividade e tendo sido renovados contratos de trabalhado de funcionários da empresa municipal noutro tipo de funções que não na biblioteca e que tinham o seu términus na mesma altura. Não foi apontado nenhum critério de índole técnico ou profissional mantendo-se a incógnita formal acerca das razões da extinção da equipa técnica da biblioteca e sobre o futuro deste importante equipamento cultural.
A referida equipa técnica, que assumiu funções no dia 01/03/2008 ao abrigo de um concurso público de recrutamento de pessoal para responder às necessidades de recursos humanos qualificados decorrentes do Contrato-Programa celebrado entre o Municipio da Nazaré e a DGLB (Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas), foi alvo de um despedimento coletivo num equipamento cultural inaugurado em 22/11/2008.»

Luiz Ruffato quis dar uso público aos livros que não cabiam no seu apartamento; por isso, organizou uma biblioteca no Esporte Clube Taquara Preta — mas os traficantes de droga acharam que isso iria atrapalhar o seu negócio. Leia, na íntegra, a crónica do autor de Estive em Lisboa e Lembrei-me de Ti:
«Descobri, frustrado, que os livros que havia adquirido ao longo de toda minha vida – estamos falando de fins dos anos 1990 – não caberiam no apartamento para onde estava me mudando em São Paulo, pequeno e mal arejado. Após inúmeras noites sem dormir, percebi que a melhor maneira de me desvencilhar deles, sem perdê-los de vista, seria organizar uma biblioteca na Taquara Preta, bairro operário de Cataguases, onde moravam meus pais.»