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As referências são muitas, mas aqui ficam as principais: o dia em que Kurt Cobain conheceu Wiiliam S. Burroughs (que já tinha passado pela sua fase Iggy Pop ou Patti Smith) ou de como um cigarro de haxixe acabou por mudar a literatura, o grunge e talvez a canção «Smells Like Teen Spirit». Tudo no livro de Servando Rocha, Nada es Verdad, Todo está Permitido. Também aqui.

Mein Kampf, o livrinho escrito há quase cem anos por aquela então jovem esperança do nazismo, Adolph Hitler, tornou-se um sucesso na sua versão digital. Parece que os leitores se sentem mais à vontade a beber clandestinamente a sapiência do Führer. Desta forma, os restantes passageiros do metro poderão estranhar o esgar maquiavélico daquele sujeito mas, não sabendo que está a ler o livro de Hitler, não se atreverão a pôr em causa as suas credenciais humanistas. Este é apenas o exemplo mais recente de uma tendência que terá atingido o pico com As Cinquenta Sombras de Grey. Aproveitando a privacidade dos e-readers, os leitores, resguardados dos olhares recriminadores dos outros, consomem a porcaria que lhes apetece. O que não é completamente mau. Pelo menos têm vergonha, o que é um primeiro passo para a reabilitação. Bruno Vieira Amaral.

A história de Diálogo con Borges, publicado por Ocampo pela primeira vez em 1960 – e reeditado durante o Salon du Livre de Paris, este ano.
Haruki Murakami escreveu um conto para a revista Bungei Shunju, mas os habitantes de Nakatonbetsu (região de Esashi, Hokkaido) não gostaram da forma como a cidade apareceu retratada e protestaram com algum ruído. Murakami pediu desculpa e promete escolher um nome diferente quando o texto aparecer em livro. No Japan Times. E no LA Times.
É um debate a seguir e a manter. Na New Yorker, faz-se a pergunta da ordem: «A Amazon é boa para os consumidores. Mas será boa para os livros?» Um extracto para abrir:
«Amazon is a global superstore, like Walmart. It’s also a hardware manufacturer, like Apple, and a utility, like Con Edison, and a video distributor, like Netflix, and a book publisher, like Random House, and a production studio, like Paramount, and a literary magazine, like The Paris Review, and a grocery deliverer, like FreshDirect, and someday it might be a package service, like U.P.S. Its founder and chief executive, Jeff Bezos, also owns a major newspaper, the Washington Post.»
Na Salon, Andrew Leonard responde e mantém dúvidas:
«The democratization of distribution has perversely inverted that classic Rolling Stones maxim: In the Amazonian future, the people get what they want, but not, maybe, what they need.»
Ver, também, esta inside story no Los Angeles Times.