Chick-noir

É por ondas, o que se compreende. Depois do chick-lit, houve a onda de vampire chick-lit e a de angsty & sex, agora é a vez do chick-noir, ou seja thrillers e histórias policiais ou de terror escritas e protagonizadas por mulheres. Entre elas, Gillian Flynn (a de Em Parte Incerta ou Lugares Escuros) e a recente revelação britânica, Natalie Young, a autora de Season to Taste, que leva o curioso título de Como comer o seu marido, com Lizzie, a personagem feminina, a ensinar como matar, temperar, cozinhar e comer o cônjuge, um cafajeste que merece vingança. Nada de cor de rosa nas capas, nada de contemplação e de adjetivos suaves. O chick-noir já vem temperado de sangue, sexo, medo – e sal. O outro, acabado de sair em Inglaterra, é Before We Met, de Lucie Whitehouse — outra vingança num cenário de classe média local, perfeitamente «importável» para a nossa língua. Os agentes literários resumem a coisa muito simplesmente: Patricia Highsmith, Daphne Du Maurier ou Charlotte Brontë para os tempos modernos. Resumo aqui.