Conselho com mais de dois anos
Em Maio de 2009, neste artigo assinado por José Riço Direitinho na LER, ficava o conselho: edite-se, traduza-se Tranströmer.
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Em Maio de 2009, neste artigo assinado por José Riço Direitinho na LER, ficava o conselho: edite-se, traduza-se Tranströmer.
No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.
“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.
Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
“será verdade ou só um sonho meu?”
«Lisboa», poema publicado em 1966 e editado em português no volume 21 Poetas Suecos (Vega, 1980). Tradução de Vasco Graça Moura.
O poeta João Luís Barreto Guimarães publicou em Fevereiro alguns poemas de Tomas Tranströmer, traduzidos a partir da edição espanhola Para vivos y muertos (ed. Hiperión, traduzidos do sueco por Roberto Mascaro e Francisco Uriz).
A Academia sueca escolhe finalmente este poeta sueco, há muito apontado como um dos principais candidatos.