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O novo livro de João Barrento, O Género Intranquilo (ed. Assírio & Alvim), apresentado há dias por Eduardo Lourenço, já está nas livrarias. «Arrumo os fragmentos segundo uma ordem possível, afino a escrita, aparo a acutilância do conceito, tento um princípio organizativo que evidencie a progressão da experiência, do fenómeno – disseminado, anárquico – para a ideia –, concisa, fulguração a caminho de uma síntese. Acorrem primeiro imagens, metáforas produtivas, a palavra-maná que alimenta o delírio conformável a uma qualquer tecitura. Depois, pouco a pouco, o aglomerado informe poderá ir-se consolidando, convergindo para definições lapidares, provisórias, feixe de energia irradiante que permite ao pensamento ir progredindo. No acto de fruição dessas imagens – como alguém disse de um praticante do ensaio tão especial como Walter Benjamin – o sujeito vive-se já como ensaísta que soberanamente domina o mundo e que, no caleidoscópio do seu texto, faz fulgurar sempre novas conexões. (Poderá o ensaio sobre o ensaio ser, ele próprio, uma demonstração viva de uma teoria ou fenomenologia do ensaio? Pode pelo menos, a cada momento, dar a ver ao leitor o lugar onde está, o patamar a que acedeu, o caminho que segue.)»
Depois das exibições no Festival de Cinema do Rio de Janeiro e no DocLisboa, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes estreia a 18 de Novembro nas salas de cinema portuguesas.
Reportagem sobre os dois dias seguintes ao anúncio do Nobel da Literatura, e a selecção do escritor peruano de alguns excertos do seu romance El sueño del celta, que a Alfaguara publica em Espanha no ínício de Novembro. A tradução portuguesa chega às livrarias portuguesas a 26 de Novembro, com edição da Quetzal.
Um «monumento epistolar», descreve o El País. Cartas trocadas com William Faulkner, John Cheever, Bernard Malamud, Philip Roth ou Martin Amis, entre muitas outras figuras, em quase oito décadas. Lançamento marcado para 4 de Novembro.
Dwight Garner (New York Times) analisa o primeiro número da Paris Review editado por Lorin Stein.
«Un buen final para una carrera de relevos de cuatro horas, que puede servirnos para disipar las dudas de si en realidad la América Latina existe, que el ex presidente Lacalle y Augusto Ramírez nos lanzaron desde el principio sobre esta mesa como una granada de fragmentación. Pues bien, a juzgar por lo que se ha dicho aquí en estos dos días, no hay la menor duda de que existe. Tal vez su destino edípico sea seguir buscando para siempre su identidad, lo cual será un sino creativo que nos haría distintos ante el mundo. Maltrecha y dispersa, y todavía sin terminar, y siempre en busca de una ética de la vida, la América Latina existe. ¿La prueba? En estos dos días la hemos tenido: pensamos, luego existimos.»
Excerto do discurso de Gabriel García Márquez (28 de Março de 1995, no Panamá) que integra o volume Yo no vengo a decir un discurso (Mondadori).
O escritor espanhol César Antonio Molina é o vencedor da sexta edição do prémio anual atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos para «personalidades ou instituições de língua portuguesa ou espanhola que tenham sido protagonistas de uma intervenção relevante e inovadora no âmbito da cooperação e no domínio das identidades, das culturas e das comunidades ibéricas».