«Cada vez más me encuentro gente que viene del área de las ciencias, de las Matemáticas y de la Filosofía que ven a Borges como el Julio Verne del siglo XX ya que con sus cuentos de los años cuarenta, marcó los caminos y descubrió cosas imaginarias que luego la ciencia ha logrado realizar.» María Kodama, viúva do escritor argentino, na inauguração da cátedra Jorge Luis Borges na Universidad Nacional de Cuyo.
A edição de Lisboa decorre, como nos últimos anos, no Parque Eduardo VII, entre 29 de Abril e 16 de Maio. Onze dias depois, na Avenida dos Aliados, começa a Feira do Livro do Porto, 13 de Junho. Mais informações e novidades aqui, aqui e aqui.
Dos comentários recebidos sobre a figura de capa da edição de Abril, a primeiro palpite correcto é assinado por Maria João. No entanto, para lhe podermos enviar dois livros e uma pen do Sapo, precisamos da morada completa.
Ainda faltam dois meses para o início do festival literário de Hay-on-Wye, mas a programação e alguns dos convidados são já conhecidos: Pervez Musharraf, Nadine Gordimer, Tina Brown, Philip Pullman, Stephen Fry, Laura Marling, Henning Mankell, Beth Orton, Christopher Hitchens, Chris Evans, Jerry Hall, Tom Stoppard, Erik Truffaz ou Martin Amis. Rogério Em 2009, Rogério Casanova passou uns dias nesta vila do País de Gales e escreveu sobre o delicado assunto nas páginas da LER (versão em pdf).
No blogue do New York Review of Books, Margaret Atwood conta como tem sido a sua experiência com o twitter. «So what’s it all about, this Twitter? Is it signaling, like telegraphs? Is it Zen poetry? Is it jokes scribbled on the washroom wall? Is it John Hearts Mary carved on a tree? Let’s just say it’s communication, and communication is something human beings like to do. How long will I go on doing this? I’m asked. Well, now. I can’t rightly say. How long—in no more than 140 characters—is “long”?»
Textos de Jonathan Franzen, Reginald Gibbons, Yiyun Li, Sana Krasikov, Carolyn Parkhurst, Junot Díaz, Dave Eggers ou Jeffrey Yang no número de Primavera da revista eñe.
Paulo Moreiras é o próximo convidado do jantar literário da Sociedade da Língua Portuguesa. À mesa, para apresentar os livros do escritor, estará o também escritor e crítico Miguel Real. Dia 23 de Abril, a partir das 20h, no Hotel Açores Lisboa. Para os interessados: marcações através dos números 21353358-213573204 ou do e-mail soclingport@gmail.com.
«Descortina o leitor um tipo de português largo e inflado, ovante e intrusivo, propenso à calvície, com sobrancelhas de escovilhão, riso beiçudo, pelame encaracolado em todo o corpo, amador da piadola e da pirraça, grosseiro para os mais fracos, airoso para os superiores, em absoluto impenetrável a noções básicas de decência e decoro? Uma figura digna das Metamorfoses, em que se hibridam o entranhado lanzudo e o atávico malandrim? Não descortina? Então é porque este Quintão Malpique era uma raridade e convém, na passagem, examiná-lo mais de perto como espécime singular. Se lhe perguntassem por que é que ele se tinha queixado à polícia, por carta anónima, duma velha dependurava os cobertores nas traseiras do prédio, sem que isso afectasse ninguém, e muito menos os empregados duma empresa que não moravam ali, ele responderia, rindo: «É só p`ra chatear.» Do mesmo modo, quando telefonava para a Câmara, disfarçando a voz , a denunciar um vizinho que fazia obras clandestinas numa casa de banho, era «só p`ra chatear». Também era «só p`ra chatear» o gesto de deixar o elevador encravado no nono andar para que um casal de idosos , com o seu velho cão, tivesse de se arrastar pelas escadas. Comprazia-se, naturalmente, com a incomodidade dos outros. Uma acção que tivesse como motivação «chatear» parecia-lhe absolutamente justificada, desde que não fosse ele o chateado. Uma representação popular – aliás falsa e caluniosa – que atribui o incêndio de Roma a Tibério Nero Enobarbo, para depois celebrar a catástrofe, a toque de cítara, poderá não andar longe do feitio de Quintão Malpique, descontando o pendor artístico. Desde que descobrira a Internet, aliás tardiamente, tinha sido um alvoroço. Aplicava boa parte das horas de serviço a escrever comentários anónimos nos blogues alheios e nas páginas que os admitissem. Apreciava especialmente os jornais e as suas colunas de posts. Eis uma amostra de uma contribuição de Quintão Malpique para o debate nacional, que pode ser encontrada facilmente na imprensa electrónica, a propósito da questão, hoje esquecida, dos apoios ao cinema português: Esses senhores o que querem é repimpar-se!!! É só mama!!! Banquetes de lagosta, em Nice e em Cannes, aproveitando os favores do Estado e o dinheiro dos contribuintes. Isto é tudo sempre no poleiro, a chuchar no orçamento, à custa do Zé Povinho, e a gastar os nossos ricos carcanhóis com filmalhadas que ninguém percebe nem ninguém vê. Topam? Deviam era mandá-los todos cavar batatas e elas coser meias, a ver se ganhavam calos nas mãos e eram úteis ao povo que é quem mais ordena. Tá? Ao menos o doutor Salazar tinha critério e dava ao povo aquilo que o povo queria.»