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Da era Gutenberg ao Google

«La novela es una especie de paseo privado a lo largo del puente que enlaza el mundo casi excesivo de Joyce con el más lacónico de Beckett y que a fin de cuentas es el trayecto principal de la gran literatura de las últimas décadas: el que va de la riqueza de un irlandés a la deliberada penuria del otro; de la era Gutenberg a Google; de la existencia de lo sagrado (James Joyce) a la era sombría de la desaparición de Dios (Samuel Beckett), de lo epifánico a la afonía...»

Enrique Vila-Matas, em entrevista, sobre o seu romance mais recente Dublinesca (Seix Barral).

Jaime Salazar Sampaio (1925-2010)

«"A memória", disse uma vez a Magdalena, naquele seu monólogo com o mesmo nome, "a memória é como todas as coisas... A memória das coisas. E dos homens... As pessoas enganam-se com as recordações. Desarrumam o passado, é tudo quanto fazem... Pegam num dia como os outros, voltam-no do avesso e..." Ora sendo assim (e eu nunca "desautorizo" as minhas personagens!), desisto do balanço, substituindo-o por algumas palavras do Jaime Augusto, uma outra personagem (para não dizer: o protagonista) de muitas das peças do meu teatro: "Estou em paz comigo. E com os meus fantasmas... É possível que eu não seja um admirável homem de teatro. Mas sem o Teatro, teria sido seguramente uma outra pessoa.»

Autobiografia publicada no Jornal de Letras (2008).