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Biografias

São 700 páginas: tudo ou quase tudo sobre Charles Dickens, na nova biografia escrita por Michael Slater (Charles Dickens, Yale University Press. £25.)

 

 

E por falar em biografias, atenção à de Somerset Maugham, de Selina Hastings: The Secret Lives of Somerset Maugham (John Murray, £25.) «This steady-eyed biography of an extraordinary, extravagant, generous and bitter artist will not only fascinate its readers but encourage some to go to his work for the first time.»

García Márquez espiado

O diário El Universal, do México, revela que os serviços secretos mexicanos seguiram García Márquez durante anos:

«Un informe policial acusa al Premio Nobel de ser "un agente de propaganda al servicio de la dirección de inteligencia de Cuba".» | «La DFS buscaba durante la llamada "guerra sucia" (1960-1980) elementos subversivos afines a ideologías de izquierda.» | «Los documentos constatan su papel como mediador entre la izquierda latinoamericana y el presidente Miterrand.»

Sobre Saramago

Tolentino Mendonça, poeta: «A perplexidade trazida pelas afirmações de José Saramago é, no fundo, como é que um grande criador, um grande cultor da língua, pode, em relação a um superclássico da literatura mundial – património de cultura diferentes, fonte de inspiração para tanta literatura – pode dizer da Bíblia, com o simplismo e o olhar com que o fez, as coisas que Saramago tem dito.»

Igreja Católica: «Críticas de Saramago mostram que não compreende a Bíblia.»

Rabino de Lisboa, Eliezer di Martino: «José Saramago não conhece a Bíblia nem a sua exegese, fazendo leituras superficiais das narrativas da Bíblia. O mundo judaico não se vai escandalizar pelo que escreve o senhor Saramago ou qualquer outro.»

D. Manuel Clemente, da Comissão Episcopal: «Dizer que a Bíblia é um texto cheio de crueldades é uma coisa que e pode dizer de Shakespeare, de Dante, dos Lusíadas, porquê? Porque a literatura reflecte a história, reflecte a condição humana, é uma espécie de palco onde a história humana é encenada, e responsabilizar a Bíblia pelos crimes da humanidade, pela violência ou pelas guerras, é de todo inaceitável não só do ponto de vista da religião, mas do ponto de vista da cultura, porque uma coisa é literatura, que reflecte a vida, outra coisa são as leituras posteriores, algumas muito erradas, que se podem fazer dos textos.»

Saramago e Caim: «Na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia»

«O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!»

José Saramago, ontem, no lançamento de Caim.