Herta Müller recorda o regime de Ceausescu: «The fact that I was now considered a spy because I had refused to become one was worse than the attempt at recruitment and the death threat. That I was libelled by precisely those whom I protected by refusing to spy on them. Even death threats you get used to. They are part and parcel of this one life one has. But the libelling robbed one of one's soul.» Artigo completo no Guardian.
«É uma escritora com uma enorme sensibilidade à língua e ao tratamento literário da língua. Isso não me espanta porque é muito comum em autores como ela, que vivem entre as línguas e que se decidem por uma», afirmou o tradutor e ensaísta João Barrento à TSF. «A escrita dela consegue trazer problemas políticos sem ser através de uma literatura de intervenção.»
«Não é um texto fluente, como por exemplo o do LeClézio, que ganhou o ano passado. É uma obra obsessiva, atormentada. Através da aglutinação de palavras, cria conceitos novos, que dão grande pertinência e profundidade ao texto, dificilmente traduzíveis para português.» Isabel Gil, especialista em Literatura Alemã da Universidade Católica.
Disponível aqui o conto A Canção de Marchar, tradução publicada na antologia Escombros e Caprichos: O Melhor do Conto Alemão no Século 20 (L&PM, 2004).
Inaugurada no fim de Setembro na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, a exposição abre ao público na próxima quinta-feira (15 de Outubro). «Além de 37 obras de Mário Dionísio, de várias fases, a exposição inclui obras de vários artistas que por eles lhe foram oferecidas e que constam, assim, do seu espólio: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Cunhal, Avelino Cunhal, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Germano Santo, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Helena Vieira da Silva, Raul Perez.»
Até 31 de Dezembro.
Segundas, Quintas e Sextas das 15h às 20h.
Sábados e Domingos das 11h às 18h.
Albert Uderzo revelou ontem, no pequeno auditório da Biblioteca Nacional de França, o título e a capa da edição especial do álbum que comemora os 50 anos das aventuras de Astérix: 56 páginas com pranchas inéditas de Uderzo e textos nunca publicados de Goscinny. Nas livrarias dia 22 de Outubro, em simultâneo em 18 países.
«Nunca se produziram tantos livros no mundo. O maior sucesso recente da literatura mundial foi uma série de romances juvenis, Harry Potter, cujos volumes têm mais de 700 páginas cada um. O índice de leitura no Brasil aumenta ano a ano. O melhor livro de ficção nacional do último decênio, Dois Irmãos, de Milton Hatoum (2000), já soma cem mil exemplares vendidos; é um sucesso de crítica e público. Feiras literárias como a de Paraty unem grandes autores em salas lotadas. Imprensa? As duas mais sofisticadas revistas de língua inglesa, The Economist e The New Yorker, que se caracterizam pelos textos extensos e análises críticas, hoje têm a maior circulação de sua história: mais de 1 milhão de exemplares cada uma. No Brasil, nunca se falou tanto em jornalismo literário, nome de uma coleção de livros (que teve títulos como A Sangue Frio, de Truman Capote, e Hiroshima, de John Hersey, na lista dos mais vendidos em não-ficção), e nunca se tentou praticá-lo tanto. Entre os estudantes, o jornalismo cultural passou a ser o mais procurado, em vez do político e do econômico.
Quem diz que textos em papel estão morrendo, portanto, está desdenhando fatos. Se há uma queda geral no nível cultural, se hoje vemos até pessoas das artes e das idéias com formação geral deficiente, não é por causa de alguma incompatibilidade fundamental entre o homem contemporâneo e a superfície impressa. O que há é uma perda do valor desse conceito, “formação”, num mundo tão bombardeado de informações e de tantas horas perdidas em trânsito, distração e consumismo.»
Excerto de um texto de Daniel Piza, que pode ser lido aqui.
O júri, constituído por Leonor Xavier, Maria Helena Mira Mateus, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres (presidente) atribuiu a 17ª edição do Prémio Máxima de Literatura a Maria Velho da Costa pelo romance Myra (Assírio & Alvim). Anabela Natário foi galardoada com o Prémio Especial do Júri, com a colecção de seis volumes de Portuguesas com História (Círculo de Leitores/Temas e Debates); e Dona Stella e as suas Rivais, de Isabel d’Ávila Winter (Quidnovi), mereceu o Prémio Revelação.