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Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Enter, por Eduardo Coelho

«A antologia digital (Enter) de Heloísa Buarque de Holanda foi, sem qualquer dúvida, um dos acontecimentos do ano. Suas antologias são marcadas pela capacidade de antecipar os futuros ícones de suas gerações. Foi assim com as antologias anteriores, 26 poetas hoje e Esses poetas, ambas publicadas pela editora Aeroplano. Na primeira, dedicada à geração de 1970, temos nomes hoje incontestáveis como Ana Cristina Cesar, Antônio Carlos de Brito (Cacaso) e Francisco Alvim, enquanto na segunda, dedicada à geração de 1990, estão, entre outros, Carlito Azevedo, Claudia Roquette-Pinto e Eucanaã Ferraz.

Na novíssima antologia, o interesse foi ampliado: não apenas poetas, mas também cartunistas, ilustradores, contistas e letristas – todos pioneiros na divulgação de suas obras por meio da internet. Entre as novidades, há Ramon Mello, a lançar seu livro pela editora Língua Geral e um dos principais divulgadores da sua geração, e Fabiano Vianna, excelente fotonovelista, com um estilo retrô e muito atraente, exposto no site Crepúsculo. Além de realizar excelentes entrevistas para o site Saraiva Conteúdo, Ramon Mello tem o blog Sorriso do Gato de Alice e o Click(In)Versos, por onde  vai registrando o perfil dos escritores seus contemporâneos.

Entre os poetas já publicados em livro que se encontram na antologia Enter, fala-se em Alice Sant`Anna, Bruna Beber e Ismar Tirelli Neto como os mais significativos da geração. Há quem também aposte na irreverância dos Sete Novos, formado por Augusto de Guimaraens Cavalcanti, Domingos Guimaraens e Mariano Marovatto. Espero que todos permaneçam e que outros venham a se integrar à geração: a literatura só tem a ganhar.»

 

Texto de Eduardo Coelho no excelente blogue Autores e Livros.

Inéditos de João Cabral de Melo Neto

Na revista Sibila 13, dedicada integralmente ao poeta brasileiro (1920-1999). «Trata-se de sua última entrevista – um verdadeiro testamento –, concedida em 1999 a Bebeto Abrantes, diretor do documentário Recife/Sevilha – João Cabral de Melo Neto (2003). Realizada ao longo de cinco dias, as mais de quatro horas de gravação só agora foram transcritas e disponibilizadas na íntegra [...].» PDF da revista disponível a partir daqui.

[Via Autores e Livros]

«A luz era demasiado forte»

«Se o de António Nobre é o livro mais triste que alguma vez se escreveu em Portugal, faltava-nos quem sobre essa tristeza reflectisse e meditasse. Veio Eduardo Lourenço e explicou-nos quem somos e porque o somos. Abriu-nos os olhos, mas a luz era demasiado forte. Por isso, tornámos a fechá-los.»

José Saramago, no seu Caderno.