Capa de Arthur Miller: 1915-1962, de Christopher Bigsby, lançado há duas semanas nos Estados Unidos pela Harvard University Press. Texto no New York Times e primeiro capítulo aqui.
Maria Filomena Mónica, José Eduardo Agualusa e Paulo Moura debatem a «Arte da viagem: os livros como passaporte». Amanhã, às 18h30, na Bertrand do Chiado, em Lisboa.
«Há pessoas que parecem não pertencer ao mundo e ao tempo em que vivem. Marcos Ana é uma dessas pessoas. Como tantos da sua geração, arrastados às prisões do fascismo espanhol, sofreu o indizível no corpo e no espírito, escapou in extremis a duas condenações à morte, é, em todo o sentido, um sobrevivente. A prisão não pôde nada contra ele, e foram 23 os anos que esteve privado de liberdade. O livro que acabou de apresentar em Portugal é o relato simultaneamente objectivo e apaixonado desse tempo negro. O título das memórias, Digam-me como é uma árvore, não poderia ser mais significativo.» José Saramago no seu Caderno.
Eduardo Pitta evoca aqui um dos nomes que pertenceram à «geração de poetas portugueses que a tradição associa à poesia feita em Moçambique: Rui Knopfli, Reinaldo Ferreira, Sebastião Alba, João Pedro Grabato Dias, Lourenço de Carvalho e outros».
O júri do Prémio Camões decidiu atribuir o galardão deste ano ao poeta cabo-verdiano Arménio Vieira.
Arménio Vieira, o primeiro cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, nasceu na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 24 de Janeiro de 1941. Além de escritor, é jornalista, com colaborações em publicações como o “Boletim de Cabo Verde”, a revista “Vértice”, de Coimbra, “Raízes”, “Ponto & Vírgula”, “Fragmentos” e “Sopinha de Alfabeto”. Arménio Vieira foi redactor no jornal “Voz di Povo”. O Prémio Camões, criado em 1988 pelos governos português e brasileiro, distingue todos os anos escritores dos países lusófonos. Notícia no Público.