PNL
«Há livros que vendem bem e não estão no plano e outros que já vendiam bem antes do plano. Nas lojas, não é atribuído ao PNL o facto de se venderem mais livros.» No Público de hoje, a análise ao impacto de dois anos de Plano Nacional de Leitura.
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«Há livros que vendem bem e não estão no plano e outros que já vendiam bem antes do plano. Nas lojas, não é atribuído ao PNL o facto de se venderem mais livros.» No Público de hoje, a análise ao impacto de dois anos de Plano Nacional de Leitura.
Crítica ao romance As Intermitências da Morte (Dead with Interruptions, tradução de Margaret Jull Costa, Harcourt), de José Saramago, na revista The New Yorker.
Todos os dias me lembro do Zé. Quase não há livro que leia, piada que ouça, ternura que sinta, whisky que beba, sem me lembrar dele.
É que os nossos anos de convívio foram feitos, dia a dia, desses ingredientes. A minha memória, que funciona por instantâneos fotográficos, vê-o repetidamente sentado junto da minha secretária da Moraes a informar-me pela enésima vez de um, de mais um, lamentável atraso na entrega de um original ou de umas provas revistas e, logo a seguir, com a minha divertida, terna, cúmplice complacência, a divergir para uma conversa de livros, para uma piada agreste sobre um público figurão, para o relato feliz dos copos da véspera.
Mas vejo-o também, com ou sem outros amigos à volta, e dessas vezes quase sempre com copos reais à nossa frente, sempre envolvido numa indefinível e muito sua própria atmosfera de ternura macha, que não recusava as alfinetadas (duras por fora mas afinal benévolas por dentro) com que mimoseava confrades bem pouco fraternais.
Ele era o homem da amizade, uma espécie de modelo da recta e viril amizade que humaniza os homens e o mundo deles. Assim o recordo, assim o recordo todos os dias.
E que ninguém me leve a mal que seja para mim uma coincidência – mas uma coincidência indizível de tão feliz – o ter sido ele o grande escritor que foi. O grande escritor que é.
Pedro Tamen é poeta e tradutor.
A II Conferência Internacional PNL (Plano Nacional de Leitura) decorre hoje e amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Pode ler alguns dos documentos aqui.
Aqui.
Doris Lessing entregou parte da sua correspondência (113 cartas escritas entre 1969 e 2007) à Universidade de East Anglia.
Biografia de Rupert Murdoch, escrita por Michael Wolff, envolta em polémica. Desenvolvimentos no New York Times.
«Não conheço nenhum autor que escreva os romances como eu os escrevo», responde José Rodrigues dos Santos, em entrevista ao Diário de Notícias, a propósito do seu novo livro, A Vida Num Sopro (Gradiva).