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Saramago: «A esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo»

«Eu, que entretanto tinha feito outra descoberta, a de que Marx nunca havia tido tanta razão como hoje, imaginei, quando há um ano rebentou a burla cancerosa das hipotecas nos Estados Unidos, que a esquerda, onde quer que estivesse, se ainda era viva, iria abrir enfim a boca para dizer o que pensava do caso. Já tenho a explicação: a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: “Onde está a esquerda?”  Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões.»

 

Excerto do texto publicado ontem por José Saramago no blogue O Caderno de Saramago.

«Nascer e morrer em Outubro»

Título do texto de Isabel Lucas sobre José Cardoso Pires publicado hoje no Diário de Notícias. «Outubro, sempre Outubro. Nasceu em Outubro, faz hoje 83 anos. Morreu em Outubro está quase a fazer dez anos. Em Dezembro de 1997, pouco depois de ser o primeiro romancista a vencer o Prémio Pessoa, anunciava-me numa entrevista um novo romance para o Outubro seguinte. Foi nesse Outubro seguinte, o Outubro de 1998, que morria, após quatro meses de coma, às duas e meia da madrugada do dia 26, sem que nenhum romance novo tivesse saído.»

Cardoso Pires às voltas por Lisboa, 2

Programação completa da Câmara Municipal de Lisboa dedicada aos dez anos da morte de José Cardoso Pires: exposições, ciclo de conferências, documentários, etc.

 

António Lobo Antunes e Júlio Pomar recordam hoje o amigo na Casa Fernando Pessoa, às 18h. Moderação de Inês Pedrosa.

 

Fotografia de João Francisco Vilhena publicada na edição nº 28 da LER (Outono de 1994).

«Os Estados Unidos não participam no grande diálogo da literatura? Bullshit»

Giles Foden, romancista e professor de Escrita Criativa na University of East Anglia, responde no The Guardian à entrevista polémica de Horace Engdahl, secretário permanente da Academia Sueca: «The proper response to Engdahl is a word conceived in America but universally understood: bullshit.»

 

A Editorial Magnólia publicou em 2007 o best-seller deste autor: O Último Rei da Escócia.