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LER

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Entrevista com Margarida Rebelo Pinto

Agora online, a entrevista com Margarida Rebelo Pinto, publicada na edição 71 da LER:

 

Acabou tudo em bem. Com uma despedida cordata e um convencional «até qualquer dia». Apesar de Margarida Rebelo Pinto ter chegado a interromper a entrevista a meio, lançando a mão direita ao gravador, desligando-o abruptamente, num gesto nervoso. Estamos na esplanada do Centro Cultural de Belém. O local foi escolhido pela escritora. Está sol. A intervalos regulares eleva-se o ronco do comboio da Linha, quase abafando as vozes. Enquanto espero que a tensão se dissipe, depois do episódio do gravador, Margarida põe os óculos escuros, espelhados, em que hei-de ver-me reflectido até ao fim da conversa. Três anos depois de ter interposto uma acção judicial, que perdeu, contra um professor universitário que a criticou, o «Caso Couves e Alforrecas» continua, aparentemente, por sarar. Na altura em que publica o 14º livro desde que se estreou, em 1999, com o romance Sei lá, Margarida Rebelo Pinto considera-se uma mulher diferente depois do AVC que sofreu há cerca de um ano. E uma escritora mais madura. Português Suave, o novo romance, já fala do passado, faz questão de sublinhar. Como faz questão de sublinhar que já ultrapassou a meta, a que se tinha proposto, de vender mais de um milhão de exemplares dos seus livros. Embora o sucesso – reconhece – seja um bem perecível.

 

Leia aqui, na íntegra, a entrevista de Carlos Vaz Marques.