A Fundação José Saramago – deve ser anunciado durante esta semana pelo escritor e pela Câmara Municipal de Lisboa – poderá mudar-se para a capital portuguesa de armas e bagagens, com todo o seu espólio. A Fundação, dirigida por Pilar Del Rio, irá ficar instalada na Casa dos Bicos, onde actualmente funciona a Direcção Municipal de Cultura e já esteve a Comissão Nacional dos Descobrimentos. A proposta foi feita pessoalmente pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (Caminho, 2002), romance de Mia Couto, editado este mês em Inglaterra pela Serpent's Tail (A River Called Time), merece elogios no The Independent de hoje. «It shares, with the best fiction, mystery and revelation. A River Called Time transports the reader to an island in which past, present and future co-exist, and the dead retain a vociferous presence», escreve Amanda Hopkinson.
Duas reedições da Dom Quixote marcadas para Agosto: Os Três Seios de Novélia, romance de Manuel da Silva Ramos, publicado em 1968, quando o autor tinha apenas 20 anos; e Os Nus e os Mortos, de Norman Mailer, ficção baseada na experiência do escritor como militar nas Filipinas, durante a II Guerra Mundial (prefácio de José Cardoso Pires).
«After JK Rowling, I guess I'm the biggest literary turn from the UK.» Salman Rushdie ao The Guardian, depois de saber que o seu livro Os Filhos da Meia-Noite (editado em Portugal pela Dom Quixote) fora escolhido como o melhor Booker de sempre.
A partir do dia 15 de Julho, Oficina do Livro, Teorema e Casa das Letras são oficialmente editoras do grupo Leya. De acordo com o Jornal de Negócios, os valores da compra não foram revelados, mas a Explorer Investments «registou uma facturação de 13 milhões de euros em 2007 e conta com uma carteira de autores onde estão nomes como Miguel Sousa Tavares e Margarida Rebelo Pinto».
«Farei tudo o que estiver ao meu alcance para trazer este espólio para a Biblioteca Nacional para que seja digitalizado e fique ao alcance de todos os portugueses.» Frase do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, no final da sessão sobre Jorge de Sena (1919-1978), organizada pela Fundação José Saramago, que decorreu ontem no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.