«Que nunca se desista de coligir exemplos impressivos (striking), que façam ir lá fora chorar alto (crying out loud), da incapacidade constitutiva da televisão (television) para a controvérsia intelectual (?!). Cá vai um, convenientemente desactualizado (outdated): debate sobre o acordo ortográfico (gentlespelling agreement), dum lado sentam-se os defensores (let's say, Carlos Reis e Lídia Jorge), do outro os detractores (let's say, Vasco Graça Moura e Maria Alzira Seixo). Já se vê que não fica espaço para quem se disponha a combater o próprio conceito de orthografia. «E há disso? – espantou-se um amigo (a friend in wonder may be a friend in thunder) a quem revelei (develop) esta ideia –, muito me contas (much you tell me).» Tentei explicar, mas de lá veio a habitual palermice (usual tittle-tattle): E quem dá às asas para saber disso (who gives a flying fuck)?
Muito desanimador (despirited)! A culpa é, por aí abaixo a direito (downright), da televisão. Faz tristeza tanta pessoa (lots of people) morrer ignorando que Camões escreveu sem orthographya (not an orthographist).»
«Leiam isto: 'Desde a sua nomeação como embaixadora da Boa Vontade, Angelina mais do que satisfez as minhas expectativas.' Ainda está a pensar em vítimas de guerras ou de perseguições? Obviamente que não, estamos a pensar em Angelina a 'satisfazer expectativas', com facas e fufices. O título de embaixadora da Boa Vontade é aliás todo um programa.» Leia aqui, na íntegra, a coluna de Pedro Mexia para a edição Julho/Agosto da LER.
«Estar à mesa é um campeonato onde não falta a memória das velhas glórias: os que connosco cresceram, os que nos criaram, os que nos faltam. Mas estar à mesa é também uma pausa na vida e é, nesse sentido, uma fuga à vida.» Leia aqui, na íntegra, a coluna de Filipe Nunes Vicente para a edição Julho/Agosto da LER.
Zadie Smith: Questão de Beleza Entrevistámos a romancista inglesa num bar de hotel, em Lisboa. Para Zadie Smith, o Booker só faz sentido a partir dos 70 anos. Entrevista de José Mário Silva.
Hisham Matar: Origens e Preconceitos Nasceu em Nova Iorque, filho de pais líbios – e vive em Londres: «Sonho em inglês a maior parte das vezes, mas há uma profunda corrente árabe a passar pela minha consciência, pelos meus pensamentos.» Depois do premiado Em Terra dos Homens, está a terminar um novo romance. «A identidade nacional é fundada na beleza e na força da língua.» Entrevista de Susana Moreira Marques, em Londres.
Margarida Rebelo Pinto: Depois do Sucesso Cumpriu uma meta pessoal ao vender um milhão de exemplares. Português Suave é o seu 14º livro. Diz-se uma escritora mais madura, mas irritou-se em certas passagens da conversa com a LER. Entrevista de Carlos Vaz Marques.
Livros de Verão: Vinte e Cinco Livros «Actuais» Entre eles: O Conde de Monte Cristo, Memórias Póstumas de Brás Cubas, As Aventuras de Huckleberry Finn, O Imenso Adeus, Moby Dick, A Mulher de Trinta Anos, A Noite e o Riso, Madame Bovary – entre muitos outros. Um guia essencial para o Verão. Textos de Francisco José Viegas.
Internet: o perigo da web 2.0 Andrew Keen pode ser tudo menos um optimista. Em O Culto do Amadorismo lança o aviso dramático: a Internet está a matar a cultura. Carlos Vaz Marques falou com o autor.
Listas: livros e lugares
Nuno Crato escolheu 5 livros que nos ajudam a gostar de Matemática.
Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, partilha connosco 9 livros sobre música.
Helena Matos inventaria lugares ideais para a leitura – e que leituras.
Cidades para ler
Filipa Melo recomenda 10 cidades: lugares para visitrar com livros debaixo do braço: Cairo, Mumbai, Istambul, Pequim, São Francisco, Sydney, Tânger, Sampetersburgo, Ho Chi Minh e Veneza. Cada cidade com vários livros e autores.
O Próximo Livro
Depois de A Ponte Submersa, Manuel da Silva Ramos prepara um livro ainda sem título cujo pano de fundo é a zona da raia entre Vilar Formoso e Espanha envolvendo contrabandistas e emigrantes em África e na Europa.
A Sala do Escritor: Mário Cláudio
Mário Cláudio ainda não se rendeu aos encantos do teclado de computador. Na secretária, móvel de finais do século XIX, o candeeiro permanece aceso, mesmo durante o dia, para compensar a falta de luz natural. É raro aproximar-se da janela, cuja vista se resume ao prédio fronteiro.
Ponto Final: Maria Flor Pedroso
«Sócrates é um personagem que ultrapassa sempre a ficção»
37 críticas de livros. 40 notas sobre livros novos. 5 extractos de livros a publicar.