O livro de Jonhattan Littel, As Benevolentes, comentado por João Gonçalves na edição impressa da LER n.º69 (Maio 2008):
«No texto de Littell revela-se como o bem e o mal se misturam nas peripécias de uma vida pessoal e de uma narrativa colectiva sem que isso lhe confira um estatuto de fatalidade dentro da fatalidade que efectivamente foi. Revela-se como a ficção da realidade - a realidade e a ficção que coincidiam no III Reich - pode ser “ultrapassada” através de um passeio numa paisagem paradisíaca que deixou para trás o cheiro fétido de cadáveres ou o estampido de uma arma disparada contra a nuca anónima.»
Aqui pode ler a coluna de Eduardo Pitta [Heterodoxias] na LER n.º 69:
«Num país pequeno como o nosso, o que é hoje a legitimação em literatura? A pergunta faz sentido no momento em que um cada vez maior número de livros e autores desorienta quem os compra e lê atado ainda ao preconceito dos lugares selectos. Instituindo novas condições de acesso ao Panteão, o fenómeno da multiplicação teria transformado a literatura numa terra de ninguém. Mas chegaram exactamente quando, os bárbaros?» Ler na íntegra.