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Anthony Bourdain: três novos livros

 

Em matéria de popularidade na televisão, Jamie Oliver é uma estrela. Mas vale a pena conhecer Anthony Bourdain, de quem a D. Quixote já publicou Cozinha Confidencial (os seus programas são emitidos pelo Travel Channel). Imperdível o seu A Cook’s Tour (publicado no Brasil pela Companhia das Letras sob o título Em Busca do Prato Perfeito), bem como Nasty Bits (Maus Bocados na edição brasileira). As receitas do seu restaurante nova-iorquino (o Les Halles) estão publicadas em Les Halles Cookbook: Strategies, Recipes, and Techniques of Classic Bistro Cooking. Além disso, Tony Bourdain é também autor de romances policiais, como Um  Osso na Garganta (publicado pela Ambar). A novidade é que Bourdain acaba de assinar contratos para mais três livros: Cooks, que continua o relato de Cozinha Confidencial (os segredos das cozinhas dos restaurantes…); No New Messages, um novo romance policial; e ainda um relato (sem título para já) da sua mudança com a família, durante um ano, para uma pequena aldeia vietnamita. Vão começar  a sair no Outono de 2009. Vá conhecer melhor o seu trabalho de televisão e de viagens e o seu site pessoal

Editores

Decorreu em tom bastante aceso o debate na Casa Fernando Pessoa sobre «o que divide os editores», com Carlos da Veiga Ferreira, Tito Lyon de Castro, Rui Beja e Osvaldo Silvestre, moderado por Carlos Vaz Marques, e com a presença de muitos editores, jornalistas, professores e livreiros (Manuel Alberto Valente, Nelson de Matos, Guilherme Valente, A. Apolinário Lourenço, Manuel Frias Martins, João Galacho, Cristina Ovídio, Paulo Lopes, Rui M- Pereira, Francisco Belard, José Mário Silva, Paulo Ferreira e Nuno Seabra Lopes). Infelizmente, muito esclarecedor mas pouco elucidativo. Parece ter ficado no ar a proposta de uma aliança ou fusão a médio prazo entre a UEP e a APEL, corporizada por Rui Beja, provável candidato à presidência da APEL para o próximo mandato -- mas, ouvindo as declarações de Tito Lyon de Castro, Guilherme Valente, Carlos da Veiga Ferreira, por exemplo, não parece viável. Cenas explosivas, confessionais, longos excursos sobre o associativismo de editores, narrativas sobre as guerras recentes, houve de tudo um pouco. Mas o retrato não foi edificante.

Como excepção, de primeira categoria, a intervenção de Osvaldo Silvestre, professor e editor (da Angelus Novus).

Crise no preço fixo em França

Problemas na questão do preço fixo em França, via Le Monde:

 

«Mais qui veut la mort de la loi Lang ? Le consensus autour de ce texte, qui a instauré le prix unique du livre en France, voté à l'unanimité en 1981, pris depuis comme modèle à l'étranger et volontiers qualifié de "première loi de développement durable", semble aujourd'hui s'effriter à la faveur du projet de loi de modernisation de l'économie (LME), dont l'examen doit commencer, jeudi 29 mai, à l'Assemblée nationale.

[...]

Les librairies indépendantes, qui emploient 13 000 salariés, "ne pourraient pas résister à l'émergence d'un marché de solde à grande échelle dans les grandes surfaces comme sur Internet" ; de plus, "les éditeurs pâtiraient directement d'un report des achats de nouveautés dans l'attente des soldes" ; en ce qui concerne les écrivains, "le système envisagé ne profiterait qu'aux auteurs de best-sellers".

[...]

Restent les consommateurs. En entraînant une baisse du prix des livres, cette mesure devrait permettre aux clients d'acheter plus de livres. "Nos clients trouvent que les livres sont chers", explique Xavier Garambois, directeur général d'Amazon France, qui juge "très positive" l'initiative des deux députés. "Cela stimulerait le marché du livre, qui est moins dynamique en France qu'en Grande-Bretagne et où les nouveautés sont moins chères", poursuit-il.

[...]

Les livres sont-ils trop chers en France ? La question est posée. "La loi sur le prix unique est la pierre angulaire de la vie éditoriale. Elle n'empêche pas la concurrence et ne lèse pas les consommateurs", avertit Antoine Gallimard. Provocateur, Hervé de La Martinière estime que "les livres ne sont pas assez chers", si on considère le travail fourni par l'écrivain, l'éditeur, voire le temps passé à lire un livre au regard du coût d'une place de cinéma.»