A Feira do Livro de Lisboa abriu as portas e, como se esperava, choveu. É meio caminho para confirmar a sua existência, porque chove todos os anos. Que haja barraquinhas ou pavilhões, a feira está ali – e deve permanecer. É festa, como sempre. Subir e descer o parque é um ritual importante; respirar entre as árvores faz bem às coronárias e favorece os encontros, entre as prateleiras de livros. Prefiro os livros velhos, aqueles quase esgotados, vendidos por dois ou três euros, ou menos, e é isso que vou lá buscar todos os anos. Há uma magia qualquer nos livros ao ar livre, folheados ou vistoriados por almas que durante um ano inteiro aguardam aquele dia – o dia da Feira. Gosto das pessoas que fazem listas e recolhem catálogos, organizando a sua biblioteca particular, onde há sempre espaço para mais um livro. Isso é a feira – as pessoas, o ar satisfeito ou inquieto de quem se perde por um livro. O resto não me interessa nem me interessou muito. [Francisco José Viegas]
Quem visitar a Feira do Livro de Lisboa já fica com uma ideia acerca do novo grafismo & marca da Guimarães Editores. Mas na próxima sexta-feira, 30, vamos poder ver mais: na Baixa de Lisboa reabre a Livraria Guimarães, redesenhada. Ao final da tarde.
A notícia é manchete no Público: «Uma parte significativa do espólio de Fernando Pessoa que ainda se encontra na posse de familiares do poeta vai ser leiloada em Outubro, em Lisboa, pela P4 Photography. Um dos documentos que pode atingir somas consideráveis é o chamado "dossier Pessoa-Crowley", que reúne todos os papéis relativos ao encontro do poeta português com ocultista inglês Aleister Crowley, em 1930. Material que poderá suscitar o interesse de compradores ingleses, numa leiloeira em que 70 por cento das vendas são feitas para o estrangeiro. Outras peças a leilão: cartas astrológicas, livros e revistas, entre as quais a Contemporânea e uma Orpheu com dedicatória de Almada Negreiros e manuscritos não especificados.»
Opinião de Eduardo Mendoza no El País sobre as feiras do livro: «Una feria es un lugar donde se celebra el libro, al autor y al lector, un acto de hermanamiento, una oportunidad para adquirir información, formarse opiniones, entablar contactos personales; y también es un homenaje al negocio de editar. Y una ocasión para comprender que la lectura, que es la raíz de todo lo anterior, es un acto individual y colectivo, y una empresa de la máxima trascendencia vital.» O pretexto? A Feira do Livro de Madrid. Começa a 30 de Maio.