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Mais dúvidas

Texto de Isabel Lucas na edição desta manhã do Diário de Notícias:

«A APEL prolongou o prazo entre críticas de editores A indefinição continua. Depois de ter sido dado como certa a participação da Leya na feira de Lisboa e de ontem ter sido noticiada a sua não-inscrição, volta a haver novidades. A direcção da APEL considerou que a inscrição que a Leya, grupo editorial de Pais do Amaral, entregou ontem de manhã não cumpria os requisitos e decidiu, a título excepcional, prolongar o prazo até ao meio-dia de hoje para que a Leya "regularizasse" a sua inscrição na Feira do Livro de Lisboa. Isto, quando o prazo legal de inscrições para as restantes editoras terminou no passado dia 30 de Abril.
Muitos editores estão a manifestar-se contra esta medida de excepção para que a Leya possa ainda inscrever-se na 78ª Feira do Livro de Lisboa, o que até ao final do dia de ontem não tinha acontecido, segundo aquela associação. O grupo, de que fazem parte editoras como a Asa, Caminho, Gailivro, Texto e Dom Quixote e que representa autores como José Saramago, António Lobo Antunes, Mário Cláudio ou Lídia Jorge, anunciou que iria estar representado num espaço de 720 metros quadrados, mas a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) que este ano tem a responsabilidade de organizar em exclusivo o certame, veio, através de um comunicado, desmentir a validade dessa inscrição apresentada ontem de manhã. Isto, após semanas de acesa troca de acusações entre as duas associações que representam os editores portugueses e na sequência de várias reuniões entre as duas direcções, a última das quais ocorrida na passada terça-feira.
"O prazo foi prolongado uma semana, os documentos entregues não cumprem os regulamentos e a Leya nem sequer efectuou o sinal de pagamento. Há uma carta acompanhada por documentos irregulares", declarou ao DN um dos porta-vozes da APEL, minutos antes de ser divulgado um comunicado no qual se lê que aquela associação informou a Leya que a documentação entregue "não cumpre o que está estipulado nos regulamentos aplicáveis a todos os participantes na Feira do Livro de Lisboa". Posto isto - lê-se ainda no mesmo comunicado - foi decidido, limitar até 12.00 de hoje a entrega dos documentos necessários.
Um dos fundamentos para a recusa está a exigência de um espaço com características diferenciadas dos restantes pavilhões por parte da Leya, algo que a APEL considera um atropelo ao acordado, mas que Carlos da Veiga Ferreira, presidente da UEP (União Portuguesa de Editores, associação que representa a Leya) considera estar conforme o decidido na última reunião entre as duas direcções. "Tenho uma enorme pratica da má fé por parte da APEL, por isso não faço qualquer comentário a esta decisão de prolongar o prazo e considerar irregular esta inscrição. Estou habituado a uma longa história de avanços e recuos", declarou ao DN Veiga Ferreira que disse, no entanto, estar convencido que a feira vai realizar-se sem guerras e que não acredita que a Leya não esteja representada.
"A inscrição de ontem foi feita nos exactos termos do acordado entre a APEL e a UEP e ontem mesmo já houve uma reunião entre a APELe a Leya para estudar a implementação dos pavilhões no local", continuou Carlos da Veiga Ferreira. "Não passa pela cabeça de ninguém que a Leya não possa participar. Nem pela Câmara de Lisboa, nem pela direcção da própria APEL. Aquele grupo representa um conjunto muito importante de autores portugueses e internacionais".
As editoras que integram o grupo de Pais do Amaral são as únicas associadas da UEP que ainda não se inscreveram na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. São seis editoras num universo de 60 associados inscritos, mas que representam uma parcela importante de ausências, caso não haja entendimento.
No Parque Eduardo VII, os stands já estão a ser montados e obedecem ao modelo dos anos anteriores, não estando previstas excepções, segundo a APEL. Nem a tal excepção prevista e solicitada pela Leya. O DN tentou ouvir os responsáveis pelo grupo de Pais do Amaral sobre esta situação, mas tal não foi possível até ao fecho da edição.
O limite é hoje, ao meio-dia. Resta saber se será o último.»

Dúvidas sobre a Feira do Livro

Texto da edição do Público desta manhã (de Ana Henriques):

Vereadora da Cultura "terá cedido a pressões" dos editores, acusa PSD

A responsável pelo pelouro da Cultura na Câmara de Lisboa, Rosalia Vargas, "terá cedido a pressões" de uma das facções de editores em confronto na organização da Feira do Livro, acusa a vereadora do PSD Margarida Saavedra.
A autarca assaca à vereadora da maioria socialista responsabilidades no reacender do conflito entre União de Editores Portugueses (UEP) e Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). Embora a realização da feira não esteja posta em causa, continua em dúvida a participação nela do grupo Leya, da UEP, que exige poder utilizar pavilhões diferentes dos habituais stands. Saavedra diz que, já depois de o director municipal da Cultura, o social-democrata Rui Pereira, ter conseguido acalmar os ânimos, autorizando stands diferenciados à Leya, Rosalia "terá cedido a pressões de outros" editores para "excluir" este grupo editorial. "Ou então estamos perante um caso inexplicável de loucura" dos responsáveis camarários, observa a vereadora do PSD.
"A câmara vê com agrado que os pavilhões se diversifiquem", diz por seu turno o presidente da autarquia, António Costa. "Mas não lhe compete a organização do evento", que está a cargo da APEL. Esta associação voltou ontem a negar à Leya a possibilidade de usar pavilhões diferentes do habitual, tendo-lhe dado até hoje ao meio-dia para formalizar a sua inscrição na feira em pavilhões tradicionais. Os responsáveis da Leya alegam que já se haviam inscrito.
Margarida Saavedra diz que Rosalia Vargas tomou partido pela APEL ao ceder-lhe o Parque Eduardo VII para a realização do evento, recinto que também era disputado pela UEP. Como a autarquia justificou a decisão por a APEL ter apresentado o pedido de cedência do espaço em primeiro lugar, a UEP já se adiantou e pediu à câmara para lhe entregar o recinto não só para a feira de 2009 - coisa que a sua rival também já fez -- como para a de 2010.