Na edição impressa da LER, António Lobo Antunes é entrevistado por Carlos Vaz Marques e um dos pontos da entrevista é a sua relação com José Saramago. O autor de Memória de Elefante afirma que Saramago atirou um livro seu «ao chão» e que isso estaria documentado numa fotografia. Quem esclarece o assunto é o jornalista Frederico Duarte de Carvalho no seu blogue Para Mim Tanto Faz, que esclarece o que se passou durante uma reportagem para o antigo semanário Tal & Qual. O jornalista, vestido de Pai Natal, terá oferecido um exemplar de um livro de Lobo Antunes ao Nobel da Literatura, que o recusou. A expressão «Atirado ao Chão», do título do artigo, é uma evocação do título de José Saramago, Levantado do Chão.
Bruno Pacheco (UEP) considera que a «APEL se comporta como dona da feira»: «Desde 2004 que documentámos e apresentámos as nossas propostas de alternativa. Ninguém quer acabar com o modelo tradicional imposto pela APEL, dotá-lo de flexibilidade com pavilhões e zonas de lazer onde impere a diversidade... É ponto de honra o reconhecimento igualitário de organizadores» (declarações ao Correio da Manhã). No entanto, a associação deixa aos associados «a decisão de participarem ou não na 78.º edição da Feira do Livro de Lisboa». Carlos Veiga Ferreira, presidente da UEP, resume a reunião de ontem: «O que decidimos foi que cada associado faria o que entendesse em relação à feira do livro, pelo que a UEP não assume qualquer orientação.» (declarações ao Público). João Galacho, o vice-presidente da UEP informou que a sua associação vai recolher «todas as inscrições dos membros que queiram participar na feira do livro seguindo as condições da APEL». O Grupo LeYa reserva a sua posição oficial para mais tarde. As inscrições terminam amanhã.