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Diz tu, direi eu. Contestação APEL/LeYa

«Dez editores afectos à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entre eles a Editorial Presença, Campo das Letras e Porto Editora, afirmam em carta aberta que "alguns editores da UEP, num movimento liderado pelo Grupo Leya, [têm] a intenção de transformar a Feira do Livro num acontecimento de características puramente comerciais". A carta é assinada também pela Âncora Editora, Areal Editores, Dislivro, Editorial Verbo, Grupo Dinalivro, Lidel, e Principia Editora.» Lusa.

Ver também Feira do Livro: APEL acusa UEP de "irresponsabilidade".

APEL toma posição sobre a Feira do Livro

Acabámos de receber o seguinte comunicado da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL):


«No quadro das nossas responsabilidades na organização das Feiras do Livro de Lisboa e Porto, lançámos no passado dia 14, segunda-feira, os respectivos processos de inscrição. Entretanto, os nossos colegas da UEP lançaram idêntico procedimento, numa atitude de irresponsabilidade, e que em nada contribui para a boa organização das feiras. Como é do conhecimento geral, as Feiras de Lisboa e Porto têm a preciosa colaboração das respectivas Câmaras Municipais não apenas quanto à cedência do espaço para a sua realização, como igualmente no apoio logístico, inscrevendo-se inclusivamente nas Festas das Cidades, e sendo dos mais relevantes acontecimentos culturais de Lisboa e Porto. Afirmando-se no comunicado da UEP que a Feira que supostamente pretendem organizar seria em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, tal se revela absolutamente falso, porquanto, ao que sabemos, a Câmara Municipal de Lisboa ainda não tomou qualquer decisão quanto à questão da organização da Feira. Temos a forte convicção que a decisão a tomar não poderá deixar de estar em consonância com as posições que vimos defendendo, enquanto organização de 77 Feiras do Livro, património de que muito nos orgulhamos, e com a participação de todos os editores que nela queiram participar. Relativamente à Feira do Livro do Porto, informamos estarmos a trabalhar em estreita ligação com a respectiva Câmara Municipal, que uma vez mais nos cedeu o Pavilhão Rosa Mota, naturalmente em regime de exclusividade, nada autorizando a UEP a lançar um processo de inscrições para um evento que nunca foi objecto de qualquer contacto entre as duas associações. Apesar da conflitualidade que não criámos, continuamos disponíveis para a renovação do protocolo com os nossos colegas da UEP que nos permitiu realizar as Feiras do Livro de Lisboa e Porto de 2003 a 2007 num quadro de pacificação do movimento associativo. Informamos igualmente que na Assembleia de Participantes da Feira do Livro de Lisboa, por nós convocada e ontem realizada, e que contou com a presença de dezenas de editores das duas associações, fomos mandatados para continuarmos a desenvolver os contactos com a Câmara Municipal de Lisboa e a UEP em ordem à boa realização da Feira. Na ocasião um conjunto de editores promoveram uma Carta Aberta sobre a feira do Livro de Lisboa [...] Aproveitamos para informar que os trabalhos de organização de ambas as feiras decorrem normalmente e que a data de abertura prevista é o dia 21 de Maio.»

A Carta Aberta da APEL sobre a Feira do Livro está disponível no Blogtailors.

Editoras do Grupo LeYa crescem 17%

A Leya registou no primeiro trimestre de 2008 um crescimento global de 17% em volume face a período homólogo de 2007, um aumento de 4,6 pontos percentuais acima da taxa de crescimento do mercado editorial não escolar, anunciou hoje um porta-voz do grupo.
«Entre Janeiro e Março deste ano venderam-se cerca de 640 mil livros de todas as editoras da Leya. A este crescimento corresponde um aumento em valor de 18%.
Destacam-se, neste balanço, os resultados obtidos pelas editoras Dom Quixote (que inclui as chancelas Livros d’Hoje, Booket e Dom Quixote) e a Asa (que inclui as chancelas Asa, Caderno, Oceanos e Lua de Papel), ambas com um crescimento em volume de aproximadamente 18%, bem como a Texto, com um aumento de 16 % face a igual período do ano passado. A análise trimestral permitiu ainda apurar que a Leya se encontra com um crescimento de 13 pontos percentuais acima dos seus principais concorrentes.»


Europa-América demarca-se


Tito Lyon de Castro, das Publicações Europa-América, escreveu à direcção da União dos Editores Portugueses (UEP) a demarcar-se das posições da associação sobre a Feira do Livro. A Europa-América é uma das editoras fundadoras da UEP.
No mail enviado à Vereadora da Educação e Juventude e Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, a que o LERBLOG teve acesso, Tito Lyon de Castro afirma que a direcção da UEP «trata os sócios abaixo de parvos», e assinala que «não pode haver como sócios empresas e grupos económicos, mas apenas Editores e Distribuidores, donde, na Feira, pela mão da UEP, só poderão estar presentes Editores e Distribuidores». Tito Lyon de Castro critica o documento da UEP sobre inscrições nas Feiras do Livro bem como a hipótese de os sócios da UEP se poderem inscrever, em simultâneo, nas feiras da APEL e da UEP.

Zimler a escrever novo romance...

Enquanto vê Guardian of the Dawn (versão portuguesa, Goa ou o Guardião da Aurora, publicada pela Gótica e Círculo de Leitores) ser editado este mês na Índia, Richard Zimler continua a escrever o seu novo romance sobre o gueto de Varsóvia. O livro ainda não tem título, mas o escritor adianta no seu site que será publicado entre Fevereiro e Março de 2009, durante a Jewish Book Week.

Descoberta da Austrália

Peter Trickett, jornalista australiano especializado em História, tem uma tese: a Austrália foi descoberta por portugueses antes mesmo da chegada dos holandeses e do capitão James Cook. E defende-a com base em dois mapas do Atlas Vallard. Para Além de Capricórnio (Editora Caderno) entra nas livrarias na próxima semana. O autor estará em Portugal de 5 a 7 de Maio.

Manuel Alberto Valente explica saída do grupo Leya.

Entrevista de Manuel Alberto Valente ao Público de hoje, para ler na íntegra:

Meses depois da compra das Edições Asa pelo grupo Leya, o editor Manuel Alberto Valente, 62 anos, bateu com a porta e explica porquê. Está a preparar um novo projecto editorial

Manuel Alberto Valente, 62 anos, entrou para as Publicações Dom Quixote, em 1981, como director editorial. Dez anos depois foi convidado por Américo Areal para as Edições Asa, onde ficou 17 anos. Primeiro como director editorial e, mais tarde, como director-geral especialista no catálogo de literatura. No ano passado, Américo Areal vendeu a sua empresa familiar a Miguel Pais do Amaral. Este criou o grupo editorial Leya, que hoje inclui, entre outras, a Asa, a Dom Quixote, a Texto e a Caminho. Em Março, Manuel Alberto Valente, na altura editor da Asa com a responsabilidade dos portugueses e dos autores de língua espanhola e francesa, apresentou a demissão.

«Aquilo que me levou a sair foi um enorme desencanto profissional. Poder-se-á pensar que é uma posição contra a concentração editorial, mas, à partida, não tenho nada nem contra os grupos nem contra a concentração. Temos que fazer uma distinção clara entre grupos que são do livro e grupos que não o são. Concretizando: a Bertelsmann ou a Porto Editora são grupos do livro, nasceram e viveram com o livro toda a vida.»


Notícia do Público sobre a saída de Manuel Alberto Valente.