É já dia 15 que se realiza a primeira reunião do Conselho Editorial da Guimarães Editores, sob a presidência do novo proprietário, Paulo Teixeira Pinto -- são cerca de quinze nomes a reter. Alguns vão surpreender. Entretanto, foi já concluído o estudo gráfico para o novo logótipo da editora.
É para hoje que a Câmara Municipal de Lisboa prometeu tomar posição sobre o imbróglio da Feira do Livro de Lisboa. Rumores sabe que no Porto, no Cacém, em Algés e no centro de Lisboa (não no Largo do Município) está tudo munido de máquinas de calcular. Por sí acaso.
Rumores não anda distraído e gostaria de assinalar que a semana passada foi farta em «almoços literários», cujos epicentros foram o Restaurante Gôndola (em Lisboa, onde se come sofrivelmente, mas onde a esplanada, ao sol, é muito frequentada por fumadores), onde se falou bastante de «concentração editorial» e de novos projectos para Maio; o Pote (também em Lisboa, onde se come bem) e onde houve almoços entre editores e agentes literários para bastante e animado gossip (os ouvidos de Rumores só sabem o essencial, mas é picante), além de uma conversa entre um autor e um editor sobre os autores de um e os editores do outro. Ardam, orelhas de Lisboa. De Lisboa e do Porto porque no Sessenta Setenta (bem à vista do Douro, com vinhos apreciáveis) houve também um almoço muito discreto, onde se brandiram números e se combinaram títulos. Esta semana é o Galito (em Lisboa, com a melhor comida alentejana do mundo, e onde há área de fumadores) que será cenário de pelo menos um encontro marcado há semanas; tema? Gossip, puro gossip.
A Livraria Arquivo, de resto, em grande animação: este fim de semana decorria um colóquio sessão de leitura de poesia, e Catarina Vieira, uma das responsáveis da livraria (filha do proprietário) acaba de lançar mais uma edição (atenção!) do seu novo vinho, Rocim, tinto alentejano de 2005, com opiniões críticas de escritores portugueses. Mas a coisa que Rumores apreciou à partida (sobre o Rocim, ver a edição impressa da LER) foi a novíssima colecção de blocos e caderninhos Moleskine, de que a Arquivo é representante e distribuidor exclusivo para Portugal. Bonitos, em novos formatos, alguns muito maleáveis, coloridos (azuis, vermelhos e verdes) e prontos para serem escritos e procurados pelos fanáticos. Ainda não chegaram a Lisboa nem ao Porto, só estão disponíveis em Leiria.
Que o diga Guilherme Valente, que Rumores [a secção de gossip da LER] viu este sábado à tarde a tomar café no pequeno e simpático bar da Livraria Arquivo, de Leiria. Vigiando as estantes à procura das edições da Gradiva? Não. Visitando amigos de há muitos anos.
Pessoa, Camões, Tabucchi e Eça de Queiroz são os autores que El Mundo escolhe para fixar Lisboa como destino literário. Acrescentemos José Rodrigues Miguéis, José Cardoso Pires, José Saramago, Maria Judite de Carvalho, Fialho de Almeida, etc.