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E desacordo na Feira do Livro de Lisboa

Passagens essenciais da notícia do Público de hoje:
«O formato dos pavilhões da Feira do Livro de Lisboa reacendeu, a escasso mês e meio do arranque do evento, uma velha guerra entre editoras, com parte delas a ameaçar não estar presente no Parque Eduardo VII.» [...]
«No cerne do desentendimento está a exigência da UEP de que cada editor possa, se assim o entender, ter um pavilhão diferente daqueles que há muitas décadas se apresentam no evento. Ou uma grande tenda, por exemplo. A APEL alega que é tarde de mais para as mudanças acontecerem já nesta 77ª edição, com data de abertura marcada para 22 de Maio. Perante a possibilidade de a autarquia vir a autorizar pavilhões diferenciados, vários associados seus já anunciaram, no entanto, que pretendem aproveitar também a oportunidade, para não serem esmagados pela concorrência. De preferência na base ou no topo do parque, os locais mais disputados pelas editoras, uma vez que o declive do solo é menor ou inexistente.
"Não queremos acreditar que a Câmara de Lisboa esteja a tentar beneficiar um grupo editorial", observa Vasco Teixeira, que é sócio da APEL, numa referência ao recém-criado grupo Leya, da UEP, que integra marcas tão fortes como a Dom Quixote, a Asa e a Caminho, representando alguns dos maiores nomes da ficção portuguesa - como Saramago e Lobo Antunes - e lusófona.» […]
O presidente da UEP, Carlos Veiga Ferreira, admite aquilo que a Leya não quer assumir: que esta editora e outras ameaçam faltar à feira caso não lhes seja dada "maior liberdade de participação". Diz estar também convencido de que a maioria dos seus sócios irá continuar nesta edição com os tradicionais stands, ainda que lhes seja dada possibilidade de mudar. […]

Espera-se a decisão definitiva da Câmara de Lisboa.

Acordo da APEL contra o Acordo

A APEL acaba de tomar, mais uma vez, posição sobre o Acordo Ortográfico. Para a associação de editores e livreiros, «torna-se gritante a manutenção das diferenças frásicas e vocabulares e ordem dos elementos entre as variantes do Português de Portugal e do Brasil, situações estas a que o Acordo Ortográfico não responde».
Outra passagem: «Através deste estudo percebe-se que muito pouco vai mudar, o que deita por terra aquele que tem sido o principal argumento apontado na defesa do Acordo Ortográfico: ao contrário do que é dito pelos seus defensores, não se afigura a aproximação das diversas variantes do Português, mas sim a consagração das diferenças naquilo que é fundamental – a sintaxe, a semântica e o vocabulário – com clara vantagem para a variante do Brasil.  De caminho, outro objectivo será defraudado: o de “globalizar” a Língua Portuguesa. Pelo menos, a que nós conhecemos, pois não haja quaisquer dúvidas que as instituições internacionais, a partir do momento em que Portugal ceder às intenções do Brasil, não hesitarão em ter como referência o Português daquele país.»