Esta listagem de livros, independentemente da sua pertinência e valor das obras nela representada, é falível e muito própria dos artigos desta natureza escritos em língua inglesa. Quero com isto dizer que há, tendencialmente, uma opção marioritária, embora não exclusiva para autores de língua inglesa.
Então e a Bíblia? Musil? Broch? Mishima? Então e Camões, Eça e Pessoa, no caso da literatura portuguesa?
Embora esteja longe de ser a biblioteca perfeita, não estas opções não são criticaveis. Isto porque há padrões de subjectividade a respeitar e de conhecimento e desconhecimento da(s) literatura(s).
Caso fossemos australianos, perguntariamos por autores australianos, os chineses pelos chineses, etc.
Estas listagens, para além de perigosas armas de vício do pensamento, são sempre questionáveis.
E ao mesmo tempo enriquecedoras quando descobrimos autores.
E, por último, esta é mais uma prova da importância excessiva que se dá ao leitor e à preocupação massiva em dar a conhecer ao leitor toda a literatura: lê isto e és culto e educado. Não é bem assim.
Caso contrário, seremos obrigados a concordar com o jornalista Júlio de Magalhães quando diz, e passo a citar, que " quem escreve uma mensagem num telemóvel também pode escrever um livro".
estava a pensar no mesmo. é o velho preconceito para com a literatura de fantasia.
de salientar também a ausência de "the catcher in the rye", de j.d.salinger, talvez na secção "books that changed your world". e, claro, de dom quixote, como alguém indicou nos comentários.
mas sim, a lista está claramente orientada para a literatura anglo-saxónica. não sendo para levar demasiado a sério, dará certamente um bom tema de discussão.
Também me parece que é um bocado a puxar para os autores de língua inglesa. Choca um bocado não ver um único autor português nas listas. Como choca a ausência de um "Principezinho", notado nos comentários do Daily. E "A Bíblia" teria de entrar, independentemente das opções religiosas de cada um. O que fez rir um dos comentadores.
A leitura da Bíblia não tem nada que ver com credos ou crenças religiosas. A Bíblia é, antes de mais, um livro de grande valor literário e, nomeadamente, metafórico.
E quem diz a Bíblia, poderá dizer o Rig Vedas ou outro qualquer livro de génese e criação.
Leiam-se, porque a oferta em português é muito escassa, os primeiros textos da antologia Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro.