A ordem dos Críticos — Crónica de Abel Barros Baptista
«Que nunca se desista de coligir exemplos impressivos (striking), que façam ir lá fora chorar alto (crying out loud), da incapacidade constitutiva da televisão (television) para a controvérsia intelectual (?!). Cá vai um, convenientemente desactualizado (outdated): debate sobre o acordo ortográfico (gentlespelling agreement), dum lado sentam-se os defensores (let's say, Carlos Reis e Lídia Jorge), do outro os detractores (let's say, Vasco Graça Moura e Maria Alzira Seixo). Já se vê que não fica espaço para quem se disponha a combater o próprio conceito de orthografia. «E há disso? – espantou-se um amigo (a friend in wonder may be a friend in thunder) a quem revelei (develop) esta ideia –, muito me contas (much you tell me).» Tentei explicar, mas de lá veio a habitual palermice (usual tittle-tattle): E quem dá às asas para saber disso (who gives a flying fuck)?
Muito desanimador (despirited)! A culpa é, por aí abaixo a direito (downright), da televisão. Faz tristeza tanta pessoa (lots of people) morrer ignorando que Camões escreveu sem orthographya (not an orthographist).»
Leia aqui, na íntegra, a coluna de Abel Barros Baptista para a edição Julho/Agosto da LER.