A shortlist do inaugural Hatchet Job of the Year acaba de ser conhecida em Inglaterra. História completa no Guardian.

O investigador e comissário da representação portuguesa na Feira Internacional do Livro de Bogotá é o vencedor do Prémio Eduardo Lourenço 2013. Jerónimo Pizarro foi capa da LER em setembro de 2012.
Os cálculos indicam que 70 por cento da poesia inglesa ainda estará inédita. Em português falta toda a poesia não datada. Podemos estar a falar de 500 poemas ou mais.
Pessoa morreu em 1935, nós estamos em 2012; não há qualquer coisa de incompreensível nisso?
Essa é a perplexidade que já tive quando vivi a minha epifania. A minha relação com Pessoa começou em 2003 quando encontro um espólio trilingue amplamente inédito. Para mim, há quase uma década que é incompreensível termos tanto material por tratar e termos a consciência, mesmo que seja uma consciência de poucas pessoas, de ainda termos trabalho para 40 ou 50 anos, ou muito mais.
[Jerónimo Pizarro, entrevistado por Carlos Vaz Marques para a LER]
O prémio será entregue no dia 1 de março na Universidade de Évora.
Hilary Mantel é a escritora do ano na Grã-Bretanha: com Bring up the Bodies acaba de conquistar o Costa Book of the Year 2012, meses após ter recebido o Booker.
Ferreira Gullar, Em Alguma Parte Alguma (Ulisseia)
Manuel António Pina, Como se desenha uma casa (Assírio & Alvim)
Hélia Correia, A Terceira Miséria (Relógio d’Água)
Fernando Guimarães, As Raízes Diferentes (Relógio d'Água)
José Agostinho Baptista, Caminharei Pelo Vale da Sombra (Assírio & Alvim)
Armando Silva Carvalho, De Amore (Assírio & Alvim)
Luís Filipe Castro Mendes, Lendas da Índia (Dom Quixote)
Bernardo Pinto de Almeida, Negócios em Ítaca (Relógio d’Água)
O vencedor será anunciado a 21 de fevereiro, na sessão de abertura da 14ª edição do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.
O júri constituído por Abel Barros Baptista, António José Queiroz, João Paulo Sousa, Joana Matos Frias e Luís Adriano Carlos, depois de avaliar 166 livros apresentados a concurso (de 159 autores), decidiu entregar o prémio de poesia Teixeira de Pascoaes a Manuel António Pina por Como se desenha uma casa (Assírio & Alvim).
Pela sua «apreciável desenvoltura narrativa e uma relação criativa com a língua portuguesa», o júri atribuiu, por maioria, o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís a Marlene Correia Ferraz, psicóloga de 32 anos, pelo seu romance A Vida Inútil de José Homem.
Rita Ferro (Narrativa), Maria Filomena Molder (Ensaio), Fernando Guimarães (Poesia) e Pedro Vieira (Primeira Obra) foram os quatro autores distinguidos.
Toda a informação aqui.
O Lago, Ana Teresa Pereira
As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta
Tiago Veiga, Mário Cláudio,
O Complexo de Sagitário, Nuno Júdice
A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão
A escolha final do júri, constituído por José Manuel de Vasconcelos, Luísa Mellid-Franco, Manuel Gusmão, Manuel Simões e Silvina Rodrigues Lopes, será conhecida no final de outubro.
«A consciência de minhas limitações como escritor me proibiu sonhos mais altos. E agora, sem aviso, o Prémio Camões. O prémio dos prémios de Literatura [...]. Não mereço, quem sabe. Mais não pude com as forças poucas. Não fosse indomável a língua. Não tivesse o conto mais fim que novo começo.» Excerto da mensagem de Dalton Trevisan.
«[A obra narrativa de Philip Roth] faz parte da grande novelística norte-americana, na tradição de Dos Passos, Scott Fitzgerald, Hemingway, Faulkner, Bellow ou Malamud. Personagens, factos e argumentos compõem uma complexa visão da realidade contemporânea que se debate entre a razão e os sentimentos, como o signo dos tempos e o desassossego do presente. Possui uma qualidade literária que se reflecte numa escrita fluida e incisiva.» Justificação do júri, reunido em Oviedo.
Valter Hugo Mãe (A máquina de fazer espanhóis), Gastão Cruz (Escarpas), António Cabrita (A maldição de Ondina), João Rasteiro (Tríptico da súplica) e Alberto Xavier (O escandinavo deslumbrado) estão entre as 60 nomeados para o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2012. Lista completa aqui.
No Brasil, Dalton Trevisan é a grande referência de isolamento, tornando-o um quase mito – recusa até mesmo a fala com seus editores. Envia os originais impressos e só os contata por meio de faxe ou faz telefonemas breves para tratar de questões muito práticas. Fotografias do autor são de uma raridade ímpar − dele, em evidência, fica apenas a literatura, resistindo de todo a associação de seu ofício à ideia de espetáculo.
Nascido em 1925, em Curitiba, região Sul do Brasil, Dalton Trevisan raramente é visto em público, o que lhe valeu o apelido de O Vampiro de Curitiba, título do seu livro publicado em 1965. Veste-se comumente e só tem como particularidade o uso de boné. No mais, felizmente, é sua literatura, que desde o fim dos anos 1950 vem se destacando pela inquestionável inventividade e por um rigor inabalável, ambos lhe garantindo em 2012 o mais importante prêmio de língua portuguesa, o Camões.
Sua obra se caracteriza sobretudo por narrativas curtas, muito bem engendradas, por vezes de intensa violência, mais relacionada ao estilo cortante do que à reprodução de cenas da vida urbana. As frases de seus contos não deixam margem alguma para a dispersão dos leitores e revelam uma perspectiva inquietante e feroz, como «No fundo de cada filho dorme um vampiro» ou «Toda família tem uma virgem abrasada no quarto», ambas do conto «O vampiro de Curitiba».
Incluído na antologia O Conto Brasileiro Contemporâneo, organizada pelo professor Alfredo Bosi, da Universidade de São Paulo, encontra-se ao lado de nomes consagrados, como Clarice Lispector, João Guimarães Rosa e Rubem Fonseca. Para Bosi, o minimalismo de Trevisan «faz de cada detalhe um índice do extremo desamparo e da extrema crueldade que rege os destinos do homem».
Excerto do artigo de Eduardo Coelho publicado na edição de junho da LER, brevemente à venda.
Mário Cláudio foi um dos cinco vencedores nas três categorias de Literatura dos prémios da Sociedade Portuguesa de Autores, com Tiago Veiga – Uma Biografia (Dom Quixote). A Mão na Água que Corre (Assírio & Alvim), de José Manuel de Vasconcelos, foi eleito o melhor livro de poesia de 2011, e A Casa Sincronizada (Caminho), de Inês Pupo, Gonçalo Pratas e ilustração de Pedro Brito, conquistou o título de melhor livro infanto-juvenil.
A obra do autor francês de 61 anos foi distinguida pela 39.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angôuleme. «O seu traço meticuloso e sensível, a sua paleta de cores espetaculares, o seu sentido da narrativa e a sua escrita fazem de Jean-Claude Denis um artista incomparável», comentou o crítico e editor Dominique Poncet.
José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia decidiram atribuir a quinta edição do Prémio Fundação Inês de Castro ao romance Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares, que sucede assim a Pedro Tamen, Teolinda Gersão, José Tolentino de Mendonça e Hélia Correia.
A partir de 21 de fevereiro, o Paris Literary Prize aceita candidaturas de pessoas de todo o mundo que nunca tenham publicado um livro.
A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão (Sextante)
As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta (Dom Quixote)
Adoecer, Hélia Correia (Relógio D’Água)
Bufo & Spallanzani, Rubem Fonseca (Sextante)
Do Longe e do Perto - Quase Diário, Yvette Centeno (Sextante)
Dublinesca, Enrique Vila-Matas (Teorema)
O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura (Porto Editora)
Os Íntimos, Inês Pedrosa (Dom Quixote)
Tiago Veiga – Uma Biografia, Mário Cláudio (Dom Quixote)
O anúncio do vencedor será feito a 23 de fevereiro, na cerimónia de abertura da 13ª edição do Correntes d'Escritas, depois de uma reunião final do júri (Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis e Pedro Mexia).
A shortlist do inaugural Hatchet Job of the Year acaba de ser conhecida em Inglaterra. História completa no Guardian.
A distinção da Associação Portuguesa dos Críticos Literários recaiu em A Forma Informe – Leituras de Poesia (Assírio & Alvim), um conjunto de ensaios sobre poetas portugueses escritos por Rosa Maria Martelo, professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. «Este livro revela uma notável capacidade de análise de um género que está, infelizmente, cada vez mais afastado dos interesses críticos dos nossos dias», afirmou Liberto Cruz, presidente da APCL e membro do júri, a par de Maria João Cantinho e Manuel Frias Martins.
Depois de ter vencido a categoria de «publishing in social media» em 2010, o twitter de José Afonso Furtado volta a ser um dos mais fortes candidatos.
O escritor e tradutor brasileiro conquistou a edição de 2011 do Prémio Portugal Telecom de Literatura com o romance Passageiro do Fim do Dia (Companhia das Letras). Gonçalo M. Tavares (vencedos do galardão em 2007) ficou em segundo lugar com Uma Viagem à Índia (Leya). Excerto do romance vencedor aqui. Eduardo Coelho escreve sobre Rubens Figueiredo na edição de Dezembro da LER.
Com o romance The Sense of an Ending. A Quetzal promete para breve a edição portuguesa.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)