A revista Granta acaba de divulgar a lista dos 20 melhores jovens romancistas brasileiros.
Traduzindo: as 100 personalidades que exercem maior influência nos hábitos de leitura dos britânicos, segundo o Guardian.
As 10 melhores histórias de americanos na Europa. Uma escolha de Esi Edugyan.
Britânicos, americanos, de língua espanhola e agora brasileiros. As incontornáveis listas da revista Granta espalham a sua influência por várias geografias literárias.
O Guardian escolheu os 100 melhores livros de não-ficção. Será que os nossos leitores concordam com a selecção? Falta algum título indispensável? Foi incluído algum livro injustamente? Aguardamos os comentários dos leitores.
Começou em 1983, e desde então mantém a tradição: de 10 em 10 anos, a Granta publica a sua lista dos «Best Young British Novelists». Entre eles, Martin Amis, Salman Rushdie, Julian Barnes, Ian McEwan (1983); Hanif Kureishi, Nicholas Shakespeare, Alan Hollinghurst (1993) Monica Ali, David Mitchell ou Zadie Smith (2003). No início de Outubro, os editores da revista mudaram a agulha literária e decidiram-se pelos 22 melhores romancistas em língua espanhola com menos de 35 anos e de geografias diferentes (Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia, México, Peru, Colômbia, Espanha). No lote há pelo menos três autores (como destacou José Mário Silva) que podem ser lidos em edição portuguesa: o argentino Andrés Neuman, autor de O Viajante do Século (Alfaguara), o chileno Alejandro Zambra (Bonsai, Teorema) e o espanhol Andrés Barba (As Mãos Pequenas, Minotauro). Lista completa aqui.
A temporada começou há algumas semanas. Escritores e críticos do Guardian fazem as suas sugestões.
Escolha do New York Times, entre ficção e não-ficção.
Dos autores que ficaram para sempre marcados por um romance ou dos que conseguiram escrever uma obra-prima à segunda tentativa.
Leonardo Padura revela aqui o seu top ten de romances cubanos. A ASA publicou recentemente Um Passado Perfeito, policial de Padura que traz de volta o detective Mario Conde.
Os melhores livros do ano segundo o Guardian.
Romances de José Saramago, António Lobo Antunes e José Eduardo Agualusa entraram na lista dos 25 melhores livros de ficção traduzidos e publicados em 2008 nos Estados Unidos:
The Book of Chameleons (O Vendedor de Passados), de José Eduardo Agualusa, traduzido por Daniel Hahn (Simon & Schuster).
Death with Interruptions (As Intermitências da Morte), de José Saramago, traduzido por Margaret Jull Costa (Houghton Mifflin Harcourt).
What Can I Do When Everything's on Fire? (Que Farei Quando Tudo Arde?), de António Lobo Antunes, traduzido por Gregory Rabassa (W. W. Norton).
Lista completa no blogue Three Percent, da Universidade de Rochester. Os finalistas serão conhecidos a 27 de Janeiro e o vencedor anunciado a 19 de Fevereiro.
O jornal The Guardian convidou escritores como William Boyd, AS Byatt, Monica Ali ou Dave Eggers a escolherem os melhores livros de 2008. O primeiro-ministro inglês Gordon Brown também respondeu. O resultado pode ser lido aqui.
Lista dos dez melhores livros de 2008 (ficção e não-ficção) segundo os editores do New York Times.
Os cem melhores livros de 2008 segundo o New York Times.
A poucos dias das eleições norte-americanas (4 de Novembro), eis uma lista dos livros (na maioria best-sellers) que só foram escritos porque George W. Bush chegou à Casa Branca. Um filão para as editoras.
As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain, lido, em português, numa adaptação da Portugália. Durante um Verão, aos 13 anos, sonhei transformar-me naquele rapazinho rebelde, vivendo perto de um rio chamado Mississípi.
O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë, (de que há uma tradução portuguesa na Relógio d’Água), uma obra sobre a qual tão profundamente meditei que ia dando cabo da minha vida: identifiquei-me com Catherine, a criatura que se apaixona pelo malvado Heathcliff.
George Orwell, o das reportagens, como The Road to Wigan Pier (sobre a vida nas comunidades mineiras do Lancashire e Yorkshire nos anos 30) e o do jornalismo: considero Politics and the English Language um dos ensaios mais lúcidos jamais publicados. (Está acessível em português, na excelente tradução de Desidério Murcho, em Por Que Escrevo e Outros Ensaios, da Antígona.) É o amor de Orwell pela liberdade e o estilo da sua prosa que me interessam.
Da Democracia na América, de Alexis de Tocqueville. Ninguém, como ele, apontou as fraquezas e as forças da democracia; ninguém, como ele, teve a percepção do que um governo democrático pode conseguir ou pôr em perigo; ninguém, como ele, entendeu o dilema entre a igualdade e a liberdade. (Existe uma óptima tradução de Miguel Serras Pereira na Relógio d’Água.)
Pais e Filhos, de Ivan Turgueniev, pela construção, pelo estilo, pela concisão, pelas personagens, pela análise de uma sociedade em transição. (Há uma tradução portuguesa na Relógio d’Água.)
O 18 Brumário de Luís Bonaparte, que mostra como, além de panfletário, economista e pensador utópico, Karl Marx podia ser um grande historiador, capaz de, em cima do acontecimento – o golpe de Estado de 2 de Dezembro de 1851 – analisar as suas causas.
Os Maias, de Eça de Queirós, porque revolucionou a prosa portuguesa. É preciso não esquecer também o seu jornalismo, de que destaco a análise feita sobre o Ultimatum de 1890, intitulada «Novos Factores da Política Portuguesa». (Pode ser lida na colectânea que organizei para a editora Principia, intitulada Eça de Queirós, Jornalista.)
O Livro de Cesário Verde, que me devolveu o gosto por ler poesia em português.
Texto publicado na edição de Outubro da revista LER. Fotografia de Dora Nogueira.
Personagem vazia: Bernardo Soares, do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, personagem tão plasticamente vazia, entediante, arrastante, lenta, amolentada, meditabunda, aporética e céptica de um cepticismo que nada de nada conclui, que de si – um permanente nada – só nada pode sair.
Personagem trágica: Margarida Dulmo, de Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio. Personagem caracterizada por um sentimento de falha, uma ausência de futuro – que não seja o futuro do tédio. Neste caso, a tragédia não reside na vontade de lutar ou no desejo de desafiar, mas na sua renúncia e na consequente interiorização de um profundo luto pela vida que nunca se terá. A tragédia – a pior das tragédias actuais – evidencia que, depois do seu casamento com André, Margarida não tem história, deixou de haver história para Margarida, estará viva para os filhos e para a sociedade e morta para si própria.
Personagem cosmopolita: Fradique Mendes, de Correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queirós. Uma personalidade não indiferentista e não eclectista, mas suficientemente distante dos sistemas filosóficos, das crenças religiosas e das políticas institucionais para os poder criticar, mas também suficientemente interessado e empenhado para os poder vivenciar. Fradique é, no que tem de melhor, todos os homens de todas as civilizações, segundo uma visão humanista e universalizante, antropologicamente ideal. Em Fradique reside síntese suprema de todos os homens: de todos os intelectuais e sábios, de todos os viajantes e nómadas, de todos os poderosos e distintos, de todos sacerdotes e crentes, de todos os servos e trabalhadores.
Personagem colectiva: a «arraia-miúda» da Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, e fundir hoje a vontade, o ânimo, a força, a coragem do povo miúdo contra os poderosos da Governadoria, expulsando os eternos imbecis e incultos que nos governam, refundando Portugal, uma sociedade abastada, libérrima, igualitarista, sem dois milhões de pobres e oito milhões de ignorantes culturais.
Personagem histórica: Fernão Mendes Pinto, o «pobre de mim», narrado pelo próprio em Peregrinação, a personagem cafrealizada do português miúdo à solta no Império, liberto da moral cristã e da lei do reino, profanador de túmulos, pirata do rio, canibal se preciso, rapinador de aldeias, abandonado ao exclusivo fito de enriquecimento. Mas também capaz de suprema devoção (Fernão Mendes Pinto faz-se jesuíta em Goa).
Texto publicado na edição de Outubro da revista LER. Fotografia de Pedro Loureiro.
Os dez autores mais bem pagos do mundo, segundo a Forbes: JK Rowling, James Patterson, Stephen King, Tom Clancy, Danielle Steel, John Grisham, Dean Koontz, Ken Follett, Janet Evanovich e Nicholas Sparks.
Os 50 maiores vilões na literatura, segundo os críticos do Telegraph.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)