A 3 de fevereiro, o lançamento de O Livro de Areia e História da Eternidade assinala o início da publicação da Obra Completa de Jorge Luis Borges pela Quetzal.
Anda cá que eu já te conto é um «antologia de contos e contadores alentejanos», editada pela BOCA em livro e DVD, segundo número da colecção HOT - Histórias Oralmente Transmissíveis, que conta com o apoio do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional. Lançamento marcado para 8 de Dezembro, às 18h30, na Ler Devagar, em Lisboa.
Por estes dias chegam às livrarias dois diários de Eduardo Salavisa. Um entre seis desenhadores (Lisboa), outro a solo (Cabo Verde). O lançamento está marcado para dia 7 de Dezembro, às 21h30, na Ler Devagar.
A Gradiva lança no próximo dia 9 de Dezembro uma das biografias do ano: Egas Moniz por João Lobo Antunes. Pré-publicação exclusiva na edição de Dezembro da LER.
O primeiro aniversário da Casa da Achada - Centro Mário Dionísio é pretexto suficiente para o lançamento de Mário Dionísio - Entrevistas (1945-1991). A primeira parte do volume («Mário Dionísio entrevistado») é constituída por 21 entrevistas dadas por Mário Dionísio; a segunda parte («Mário Dionísio entrevistador») retoma os Encontros em Paris (conversas com os pintores Jean Lurçat, Fernand Léger, André Fougeron, Boris Taslitsky, Pignon, Orazi, Chávez Morado, Carlos Scliar), inicialmente publicados na revista Vértice (1949-1950), e as entrevistas a Portinari (1946) e a Vieira da Silva (1958). Marque na agenda: 30 de Setembro, às 18h.
«Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável.» Milagrário Pessoal, o novo romance de José Eduardo Agualusa, é uma das grandes apostas da Dom Quixote para a rentrée, marcada também pelo lançamento de mais um título de ficção de Miguel Real, desta vez sobre as memórias da rainha D. Amélia.
O primeiro volume da colecção do acervo da Casa Fernando Pessoa, organizado por Jerónimo Pizarro, Patricio Ferrari e Antonio Cardiello, é lançado amanhã, às 18h, na Casa Fernando Pessoa. «Fernando Pessoa foi o primeiro a imaginar um catálogo da sua biblioteca particular por volta de 1913. Embora não saibamos ao certo qual terá sido a sua motivação nem como a teria catalogado, este livro procura ser esse catálogo e muito mais: tantos são os livros que Pessoa anotou, que se impunham alguns destaques e transcrições; tantos os livros que vendeu ou cuja localização se desconhece, que era preciso documentar algumas dessas vendas e extravios. A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa, para além de oferecer uma imagem de cada um dos livros (e de alguns jornais e revistas) que Pessoa leu, corrige e complementa tentativas anteriores de catalogação e dá a conhecer um acervo único através do qual é possível compreender melhor o universo pessoano, descobrindo e adivinhando a proximidade entre a leitura e a criação.
Este é o primeiro de três livros que apresentam o espólio da Casa Fernando Pessoa. Primeiro a biblioteca particular, dada a sua magnitude e o facto de ter sido digitalizada para possibilitar a sua consulta on-line; segundo, os objectos que pertenceram ao escritor e que ainda evocam a sua figura; e, terceiro e último, todo o material iconográfico que conserva a Casa-Museu destinada a homenagear Fernando Pessoa.»
A novo romance de Hélia Correia será apresentado por Isabel Fernandes na próxima terça-feira, pelas 17H30, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP). Uma iniciativa do programa «Encontro com…», organização da BNP e da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, que contará ainda com uma abordagem de Ernesto Rodrigues ao conjunto da obra da escritora. Mais detalhes aqui.
Um dia depois do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e do primeiro-ministro José Sócrates entregarem o prémio a João Paulo Borges Coelho, na embaixada de Portugal em Maputo, o romance inédito O Olho de Hertzog chega às livrarias portuguesas com a chancela da LeYa. Ainda este mês, aliás, o escritor moçambicano viaja para Portugal, onde tem já marcadas três sessões de apresentação do livro premiado: em Lisboa, na Sociedade de Geografia, a 18 de Março, com apresentação de Fernando Rosas; no Porto, a 19 de Março, na Livraria Leitura Shopping Cidade do Porto, com apresentação de Salvato Trigo; e em Coimbra, na Livraria Almedina, a 20 de Março, com apresentação de Boaventura Sousa Santos. Pré-publicação exclusiva de um excerto de O Olho de Hertzog na edição de Março da LER, quinta-feira nas bancas.
E a propósito da edição da Companhia das Letras, José Eduardo Agualusa é entrevistado na TV Estadão.
Lançamento marcado para amanhã, às 19h, no foyer do Teatro Aberto, em Lisboa, com apresentação de Nuno Artur Silva e leitura de excertos por Joana Seixas e Albano Jerónimo.
JOANA [doce]
Tu és uma pessoa extraordinária.
VASCO
Não se pode falar contigo.
JOANA
Tu reages às coisas boas como se fossem más.
VASCO
Isso é muito insensível da minha parte. Pensava que fosse uma pessoa extraordinária.
JOANA
Não sei o que é que tu queres ouvir.
VASCO
Isso é um bocado básico, não é, «o que é que tu queres ouvir»? Quero a minha campainha, o meu torrão de açúcar, a mão na crina e
[pausa]
não tenho mais metáforas animais, embora ajudasse ser um bocadinho mais animal.
JOANA
Estás a dizer que eu gosto de animais?
VASCO
São os genes, minha querida. Vai-te queixar ao Mendel.
Inicialmente previsto para 2010, a Dom Quixote antecipou para 30 de Novembro a publicação do livro Histórias de Canções - Chico Buarque, de Wagner Homem, lançado pela Leya Brasil em Outubro.
«O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!»
Depois de apresentado ontem em Frankfurt, Caim tem outros dois lançamentos em Portugal: dia 18, às 21h30, no Museu Municipal de Penafiel; e dia 30, às 18h30, no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa. O novo romance de José Saramago chega às livrarias na próxima segunda-feira.
Guilherme de Oliveira Martins, Eugénio Lisboa, Fernando J.B. Martinho e José Manuel de Vasconcelos apresentam amanhã A Luz Fraterna - Poesia reunida (Assírio & Alvim), de António Osório, antologia de toda a obra poética produzida entre 1965 e 2009. A partir das 18h30, na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, em Lisboa.
«A poesia de António Osório – e nela incluo, por assim dizer, todos os seus livros, mesmo os que, aparentemente, são de prosa — é sempre em verso livre (quando leio obras como a Libertação da Peste — livro notável — ou Crónica da Fortuna, o meu ouvido “diz-me” que estou a ler versículos, como quando leio A Raiz Afectuosa ou A Ignorância da Morte.)
Do já citado livro de C.S. Lewis, recolho uma observação pertinente e que me parece ser digna de ser tomada em conta pelos leitores da obra de António Osório, que agora se publica “completa”. Diz Lewis ser “possível que aos jovens de hoje se tenha deparado demasiado cedo o verso livre. Quando este é veículo de verdadeira poesia, os seus efeitos auditivos são de extrema subtileza e, para uma verdadeira apreciação, exigem um ouvido longamente familiarizado com a poesia metrificada. Aqueles que acreditam poder apreciar verso livre sem experiência de métrica estão, creio eu, a enganar-se a si próprios, tentando correr antes de saberem andar. Mas na corrida literal as quedas magoam e o aspirante a corredor logo descobre o seu erro.” Um dos grandes prazeres que podemos deduzir da leitura dos livros do autor de Décima Aurora vem de podermos ir ajustando, com cuidado e alguma teimosia, o nosso ouvido à música subtilíssima que se esconde na só aparente “liberdade” que os versos sugerem.» Eugénio Lisboa
A Gradiva promete «várias surpresas nessa cerimónia de lançamento, que terminará com uma sessão de autógrafos». Fúria Divina é apresentado no dia 24 de Outubro, na Praça Central do Centro Colombo (piso 0), às 17h00.
Albert Uderzo revelou ontem, no pequeno auditório da Biblioteca Nacional de França, o título e a capa da edição especial do álbum que comemora os 50 anos das aventuras de Astérix: 56 páginas com pranchas inéditas de Uderzo e textos nunca publicados de Goscinny. Nas livrarias dia 22 de Outubro, em simultâneo em 18 países.
Depois de participar no lançamento de O Livro dos Guerrilheiros em Portimão e Loulé no dia 30 de Setembro, o escritor angolano que recusou o Prémio Camões em 2006 passa pela livraria Vemos, Ouvimos & Lemos, em Serpa. Dia 3 de Outubro, a partir das 18h.
O novo romance de António Lobo Antunes, Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar? (Dom Quixote), será apresentado por Cristina Robalo Cordeiro, vice-reitora da Universidade de Coimbra, no dia 22 de Outubro, às 18h30, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa.
É o título de um novo blogue, de Reginaldo Pujol, escritor de Porto Alegre: «Ao contrário do que pode dar a entender, não vem lutar contra o Acordo. Esse espaço tem coisa mais importante a fazer. Vai divulgar o Desacordo Ortográfico. Uma antologia de textos que valorizam a diferença na língua portuguesa.» Lançamento marcado para Novembro de 2009.
O Albatroz Azul é lançado por Nelson de Matos praticamente em simultâneo com a edição brasileira. «É uma obra de génio, asseguro-vos. Um livro que enriquece a nossa língua», revela o editor por e-mail.
The Year of the Flood acaba de ser lançado nos EUA. Pode ler um excerto a partir daqui.
Porreiro, Pá! está dividido em nove actos (Animal Feroz, Alegre “ma non troppo”, Bat-Ota, O Grande Educador, Economia-porreirinha, O Mundo a seus pés, Sem-sure, Free-at-last-port, Urna-mente) e será lançado pela Guerra & Paz na próxima sexta-feira, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa. Apresentação de João Pereira Coutinho.
Mas quem foi este Sócrates, conhecido no seu tempo pelo epíteto assustador de «o animal feroz»?
A melhor forma de responder ao enigma é olhar para as páginas que se seguem. Em 96 «crónicas» ilustradas, Augusto Cid resume e comenta os inacreditáveis quatro anos do senhor. Não conheço melhor resumo. Não conheço melhor comentário. Ao homem e à obra. [...]
O Cid lembra-se. O Cid lembra-nos. E lembra mais: lembra que só um país anestesiado seria capaz de suportar, silencioso e manso, a licenciatura domingueira do seu primeiro-ministro; a novela do Freeport; as embaraçosas amizades com Chávez; e os recorrentes números de Manuel Pinho, que terminaram com a faena conhecida. Olé!
Felizes dos países que têm «cronistas» assim. E felizes dos leitores que, pela pena do Cid, têm os seus políticos assados. Do prefácio de João Pereira Coutinho
«O cartoonista, escultor e pintor Augusto Cid assinou hoje um acordo com a Guerra e Paz editores para a publicação de um livro surpresa. Prevê-se que o livro, cujo título se mantém ainda em segredo, possa ser objecto de alguma controvérsia e contestação no período eleitoral que se aproxima.
A Guerra e Paz anuncia que esta nova obra de Cid será objecto de uma apresentação especial aos livreiros, prevendo-se que o seu lançamento tenha lugar na segunda metade do mês de Setembro, em data a anunciar.
A obra de Augusto Cid tem-se confrontado permanentemente com as grandes figuras políticas do país e com os momentos de maior agitação social. “O cartoonista – afirma Cid – é um irresponsável por natureza.” Para a Guerra e Paz editores o risco da publicação justifica-se tanto pela responsabilidade cívica como pela necessidade de testemunhos efectivos de liberdade de expressão.
O livro vai estar nas livrarias de todo o país antes das próximas eleições legislativas.»
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)