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Sobre Saramago

Tolentino Mendonça, poeta: «A perplexidade trazida pelas afirmações de José Saramago é, no fundo, como é que um grande criador, um grande cultor da língua, pode, em relação a um superclássico da literatura mundial – património de cultura diferentes, fonte de inspiração para tanta literatura – pode dizer da Bíblia, com o simplismo e o olhar com que o fez, as coisas que Saramago tem dito.»

Igreja Católica: «Críticas de Saramago mostram que não compreende a Bíblia.»

Rabino de Lisboa, Eliezer di Martino: «José Saramago não conhece a Bíblia nem a sua exegese, fazendo leituras superficiais das narrativas da Bíblia. O mundo judaico não se vai escandalizar pelo que escreve o senhor Saramago ou qualquer outro.»

D. Manuel Clemente, da Comissão Episcopal: «Dizer que a Bíblia é um texto cheio de crueldades é uma coisa que e pode dizer de Shakespeare, de Dante, dos Lusíadas, porquê? Porque a literatura reflecte a história, reflecte a condição humana, é uma espécie de palco onde a história humana é encenada, e responsabilizar a Bíblia pelos crimes da humanidade, pela violência ou pelas guerras, é de todo inaceitável não só do ponto de vista da religião, mas do ponto de vista da cultura, porque uma coisa é literatura, que reflecte a vida, outra coisa são as leituras posteriores, algumas muito erradas, que se podem fazer dos textos.»

Palavra de Saramago

«Não recordo ter escrito uma só palavra que estivesse em contradição com as convicções políticas que defendo, mas isso não significa que tenha posto alguma vez a literatura ao serviço directo da ideologia que é a minha. Quer dizer, isso sim, que ao escrever procuro, em cada palavra, exprimir a totalidade do homem que sou.» José Saramago, hoje, em mais uma entrada no seu Caderno.