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Rosário, quo vadis?

Maria do Rosário Pedreira abandona o seu cargo de editora da Quid Novi a partir de 31 de Dezembro, assumindo funções no grupo Leya em Janeiro. Ana Pereirinha assume os projectos em curso na editora. Desenvolvimento da notícia no Público.

«Maria do Rosário Pedreira terá como principal tarefa a selecção e edição de obras de novos autores portugueses, uma área que é de importância decisiva para a Leya e onde aquela editora tem desenvolvido um trabalho cuja qualidade é unanimemente reconhecida. A nova editora assumirá ainda responsabilidades na concepção e execução de um conjunto de projectos especiais na área das edições gerais do grupo,  que visam reforçar, no país e no estrangeiro, o prestígio e a notoriedade dos catálogos e autores da Leya.»

Comunicado do grupo Leya.

José Alfaro

Ao fim de 22 anos, o fundador da Quimera deixou no início de Outubro de ser sócio da editora. «Os tempos que vivemos obrigam, por vezes, a grandes decisões, e acredito que esta solução é a que melhor serve a prossecução do projecto e a que mais me convém também a mim». Desenvolvimento no Bibliotecário de Babel.

Índices, índices!

Por que razão são os índices assim tão importantes? Pierre Assouline explica porquê:

«Paradoxalement, à l’heure de l’informatique et de la technologie triomphantes, les éditeurs sont de moins en moins enclins à offrir à leurs lecteurs ce service qui devrait être naturel mais qui semble être un luxe désormais, alors qu’ils est beaucoup plus facile qu’avant à réaliser. Il s’agit de réduire les coûts, une fois de plus. Alors on gratte. Tant pis pour les chercheurs, les professeurs, les étudiants, les lycéens et les esprits curieux.»

Lobato Faria abandona Leya

 

António Lobato Faria abanona o grupo Leya, foi esta manhã anunciado nas instalações do grupo em Alfragide. Depois da aquisição, em Maio de 2008, das editoras do grupo Oficina do Livro (entre outras, a Casa das Letras, Oficina do Livro e Teorema) pela Leya, foi várias vezes admitido que António Lobato Faria teria assumido o compromisso de permanecer durante pelo menos um ano no grupo.

Entre os principais autores portugueses da Oficina do Livro, e best-sellers do grupo Leya, estão Miguel Sousa Tavares e Margarida Rebelo Pinto.

Chiado e Islão.

Da Chiado Editora recebemos o seguinte comunicado:

 

«No seguimento da contestação pública de que foi alvo, na televisão, na imprensa escrita e na blogosfera, - nomeadamente por pessoas com responsabilidade na formação de opinião como José Pacheco Pereira e Francisco José Viegas - a decisão da Chiado Editora de suspender a publicação de “A Última Madrugada do Islão”, do escritor André Ventura, o Conselho Editorial pretende expor publicamente – e de forma definitiva para não alimentar polémicas adicionais – alguns factos que estiveram na origem da decisão anunciada no passado dia 14 de Julho de 2009.
Efectivamente, para além dos elementos apontados no comunicado público, a Chiado Editora tem em seu poder alguns comentários e pareceres que obrigariam qualquer editora respeitável no mundo a reflectir, a ponderar e a medir as consequências da publicação desta obra, no mercado português ou em qualquer outro mercado editorial.
Para que seja do conhecimento público, entre comentários de professores universitários, entre os quais o Professor Pablo Cortés (University of Leicester) e o Professor Olufemi Amao, (Brunel University) e membros da comunidade muçulmana que nos pediram expressamente a não divulgação dos respectivos nomes com receio de represálias, a orientação recebida vai no sentido de que “A Última Madrugada do Islão” tem um “potencial incendiário” de “consequências imprevisíveis”, pela envolvência psicológica e sexual que rodeia a figura do Profeta Maomé, assim como pela indicação de pessoas e lugares reais da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Foi neste sentido (mais ainda após as já conhecidas ameaças, recebidas quando se iniciou a promoção do lançamento da obra) que o Conselho Editorial da Chiado Editora decidiu solicitar ao Sheikh David Munir, líder da Comunidade Islâmica de Lisboa, um parecer sobre o eventual conteúdo ofensivo da obra em causa e eventuais consequências da sua publicação.
A Chiado Editora respeita absolutamente a liberdade de expressão em Portugal. É por ela e em função dela que continua a trabalhar. Mas a liberdade de expressão não pode ser exercida sem ter em conta valores fundamentais como a segurança e a harmonia da comunidade. O pedido do parecer ao Sheikh David Munir, longe de consubstanciar qualquer censura prévia da Chiado Editora face à obra e ao autor, prende-se em exclusivo com uma vontade natural de procurar referenciais objectivos face aos riscos de ir contra as bases fundamentais em que assenta toda uma confissão religiosa (qualquer que seja) e a emoção dos seus fiéis. Há, na verdade, mesmo nas democracias mais avançadas, toda a diferença entre aquilo que podemos e aquilo que devemos. E quem não aprende com a História, torna-se vítima dela.»