«Tornou-se insuportável a situação da Objectiva, editora que chancela todos os meus livros disponíveis. A ausência dos livros no mercado, durante quase seis meses, e a opção por uma nova distribuidora que é especialista em revistas e absolutamente despreparada para a realidade livreira, está a deixar-me no limite», escreve Valter Hugo Mãe na sua página oficial no Facebook. «Não suporto mais as infinitas perguntas acerca de como se podem conseguir livros meus, quando estes deveriam estar disponíveis em todo o lado, pelo interesse dos livreiros e pela procura generosa que têm merecido dos leitores ao longo dos anos. Sinto-me absolutamente decapitado pela minha editora e não poderei tolerar mais esta situação.»
«O primeiro livro sai em março. É uma seleção de crônicas de Ricardo Araújo Pereira, um dos grandes fenômenos do humor português, convidado do festival Risadaria deste ano, em São Paulo. Em seguida, é a vez do romance O retorno, de Dulce Maria Cardoso, considerado um dos livros de 2011 em Portugal pelo jornal Público e pelas revistas LER e Time Out. E, depois, E a noite roda, romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho», pode ler-se no jornal O Globo, que cita na notícia os Prémios de Edição LER/Booktailors.
É o nome do projecto editorial liderado por José Tolentino Mendonça «que privilegiará o território da religião e da espiritualidade, não numa perspectiva confessional, mas na relação mais ampla e complexa com a cultura».
Nome de um «novo projecto editorial independente» criado por Carlos Barbosa, editor e proprietário da Estrofes & Versos. «Prometo traduções e literatura de qualidade. Prometo conteúdos interessantes e muito, muito trabalho», diz Carlos Barbosa. Como manifesto editorial, é intocável. Primeiros lançamentos aqui.
O fim de 2010 marca também o fim da Ambar como editora de livros.
Para assinalar a data, a Assírio & Alvim promete «novo fôlego ao persistente gato que "ameaça" prosseguir activo pelos muitos lares dos melhores leitores para despeito e temor das muitas ratazanas que tentam desfeitear a Grande Literatura Universal».
Novas funcionalidades e uma oferta durante o mês de Novembro: Singularidades de Uma Rapariga Loura em versão e-book. Para conferir aqui.
«Será uma editora brasileira e não uma sucursal de Babel portuguesa», adiantou Paulo Teixeira Pinto ao Público. Com a «operação montada» até ao final de 2010, a apresentação pública está prevista para «uma instituição pública brasileira também ligada à cultura e à língua portuguesa».
Editora e fundadora da Actual Editora, Sofia Ramos deixa agora o seu cargo no Grupo Almedina. «Os motivos prendem-se com uma reestruturação que irá acontecer nesta editora, que passou a fazer parte do Grupo Almedina em Agosto de 2008», lê-se no comunicado.
Tiago Rebelo, até agora editado pela Presença, é um dos primeiros autores portugueses a mudar-se para o grupo Leya em 2010. O novo romance, O Homem que Sonhava ser Hitler, estará nas livrarias a 20 de Março com a chancela da ASA.
«O Ministério da Cultura irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar a destruição de livros, que afinal é uma prática regular e generalizada.» Reacção de Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, sobre as recentes notícias de destruição de milhares de obras pelas editoras portuguesas. Miguel Esteves Cardoso também já cronicou sobre o assunto.
Para ver aqui.
Afirmação de Isaías Gomes Teixeira, administrador-delegado do grupo editorial português. «Está em estudo a entrada muito em breve no mercado brasileiro de uma editora vocacionada para a área escolar.»
Na próxima quarta-feira, dia 20, por ocasião da sua rentrée literária, no Hotel Dom Pedro Palace, em Lisboa, a partir das 16h, com a presença dos directores editoriais Manuel Alberto Valente e Cláudia Gomes.
Para confirmar aqui.
É o nome da nova chancela criada pelo Grupo Saída de Emergência. Eis o seu manifesto editorial:
Num momento em que o mercado se recusa a correr riscos e quase só aposta em livros de leitura fácil e venda garantida, a Saída de Emergência criou uma chancela que não vai em modas, nem em bestsellers, nem em imediatismos. A Camões & Companhia é uma casa para livros de culto. O nosso objectivo é simples: satisfazer leitores que se sentem prisioneiros de um mercado demasiado homogéneo. Publicar clássicos de hoje e clássicos de amanhã. E obras que foram boas há cem anos e que serão boas daqui a outros cem. Vamos ultrapassar barreiras e preconceitos de géneros literários, oferecendo um catálogo construído com base na qualidade e intemporalidade da obra e do autor. Com a Camões & Companhia a vida dos livros não terminará depois de serem lidos. Prometemos que vão encher a sua estante, surpreender as visitas, exigir releituras, resgatar memórias de bons momentos. Lançámos a nós próprios um desafi o exigente, contra-corrente e talvez comercialmente desinteressante, mas pelo qual vamos lutar em nome do maior tesouro: os livros de culto.
Corram para a In Libris-Sociedade para a Promoção do Livro e da Cultura, no Largo José Moreira da Silva (Porto). É apenas um conselho.
«Temos grandes ambições no Brasil. Queremos adquirir editoras naquele país.»
«A Assírio & Alvim está a desenvolver contactos para possibilitar aos leitores o acesso aos livros esgotados - aqueles que não tem intenção de reimprimir em papel - através de uma forma digital», afirma Vasco David.
O campeonato português segue com nova classificação.
O site da nova editora do Porto estará a cem por cento brevemente, mas já se pode guardar o endereço nos «favoritos».
Como se pode ler aqui.
O grupo Leya escolheu as estações de Sete Rios e de Santa Apolónia, em Lisboa, para instalar as suas primeiras máquinas de venda automática de livros da colecção BIS.
Hugo Xavier, sócio fundador e editor da Cavalo de Ferro, anunciou hoje a sua saída da editora ao fim de oito anos, acrescentado que em breve terá novidades. «Quanto à Cavalo de Ferro», explica por e-mail, «seguirá sob a mão firme do Diogo [Madre Deus] que em breve vos indicará os novos contactos da empresa. Seja como for posso já adiantar-vos que a Cavalo de Ferro vai regressar muito em breve com a qualidade de sempre e um plano editorial que foi meramente interrompido pelo precalço com a Fundação Agostinho Fernandes.»
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)