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Nuno Júdice.

 

Nuno Júdice recebeu anteontem o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Desde A Noção de Poema, de 1972, até Navegação do Acaso, deste ano, separam-nos 41 anos de trabalho literário onde a poesia contemporânea regista momentos altíssimos. Por exemplo: Crítica Doméstica dos Paralelepípedos (1973), A Partilha dos Mitos (1982), Lira de Líquen (1985), A Enumeração das Sombras (1988), Um Canto na Espessura do Tempo (1992), Meditação sobre Ruínas (1995), O Estado dos Campos (2003) ou O Breve Sentimento do Eterno (2008). Esta coluna não bastaria para enumerar os seus livros, que ainda contam com ensaio e ficção. De uma sobriedade lírica inquietante, absorvendo e transformando as lições do modernismo, a obra de Nuno Júdice suscita inveja e admiração. Prefiro o silêncio e o respeito, emblemas da leitura. É um dos nossos grandes poetas e uma voz rara que não vem em nenhum verso. [FJV]