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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Capa LER de Julho

Desde Paraty: a LER está a partir de hoje nas bancas.



© publicado pela Ler às 12:45
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Comentários:
De João Méndez a 4 de Julho de 2008 às 14:08
Que me recorde não passei por nenhum cruzamento onde tenha encontrado o Diabo e ele me tenha dado a revista LER. Mas a verdade é que já a comprei ontem e parece que outros anteontem. É preciso calcorrear meio país para encontrar a revista. Pelos vistos uns são primos e os outros enteados.

Recordo desde já os mais distraídos como eu, se bem que o aviso já foi feito, que em Agosto a rapaziada da LER vai estar de férias. É que lançar três números da revista e ir cobrir a FLIP para o Paraty cansa. Ou julgam o que!


De Anónimo a 4 de Julho de 2008 às 14:20
Se já comprou já nos pode dizer se a entrevista à grande dama da LL (Literatura Light) vale alguma coisa ou se é, como todas as outras que lhe têm feito, uma entrevista à volta da sua suposta especialidade em relações entre o masculino e o feminino.


De João Méndez a 4 de Julho de 2008 às 14:37
Não vou ser eu a atirar a primeira pedra.


De João Méndez a 4 de Julho de 2008 às 14:39
Corrigindo: Não vou atirar nem a primeira nem nenhuma.


De Anónimo a 4 de Julho de 2008 às 15:49
Nunca, mas nunca, nunca, a Ler desceu tão baixo! Se é uma revista de livros, não sei porque publicam uma entrevista de quem não escreve nem livros nem nada. A Ler passou-se, ou então MRP pagou para ser publicada.


De Cada macaco no seu galho a 4 de Julho de 2008 às 18:50
Amigo aqui de cima, não seja tão melodramático. Também não suporto Alexandro Herculano, e não ando aqui a abater as revistas que o adulam. O único que li da senhora, e foi bastante, foi no blog do João Pedro George, antes de ser publicado em livro, uma autêntica monografia. O que a senhora escreve é insípido mas não ofende. É o que é, quem quer come, quem está muito incomodado não come, simples. Nem acho mal que existam 150.000 portugueses que compram regularmente os livros delas. E o que fazem com eles? Pois, imagino que os lêem. É disso que trata a Ler. Não ouve todos os dias pessoas confessarem que o Lobo Antunes é uma pobreza de escritor?, e o mesmo do Saramago? Então, se diz o mesmo da MRP aí está confirmado o critério para ela aparecer logo no número 3 (da nova era) da revista, nada mais coerente.

Se a intenção fosse outra (porque a expectativa de cada um, enfim, é responsabilidade de cada um), teríamos uma revista chamada Literatura Séria e Sisuda para Gente Sobredotada.

Qualquer dia haveremos de ver manifestações, gente ofendida com a qualidade do que se lê, erguendo cartazes dizendo (sem preconceitos, não comecemos com a mesma tolice que se viu aquando do célebre reclamo da cerveja Tagus): "E quem não lê Platão é paneleiro". E não me excluo de andar também eu levantando uma tal cartaz...



De André Pereira a 4 de Julho de 2008 às 23:39
Não sou um leitor de MRP , mas respeito-a como escritora. Se todos nós apenas gostássemos de Saramago ou Lobo Antunes não havia editora nem escritor que conseguisse sobreviver. Não percebo o porquê de tanta crítica em relação à capa da Ler. É uma revista sobre livros, como tal deve divulgar e falar de livros. Não está no estatuto editorial da revista que apenas vai entrevistar escritores de literatura "séria" ou prémios Nobel . Cabe à revista divulgar escritores e ao leitor escolher o que quer ler. Triste povo este que tudo critica, mas que em nada se esforça para alterar o estado de coisas. Acima de tudo que haja liberdade cultural e intelectual para que cada um possa gostar do que bem entender


De leitora a 5 de Julho de 2008 às 03:35
Entrevista a Zadie Smith muito interessante. José Mário Silva é o meu preferido a fazer recensões como a entrevistar.


De Luís Graça a 5 de Julho de 2008 às 06:31
Dados os tons da capa, acho que o tema de fundo devia ser dedicado a Branquinho da Fonseca ou José Blanc de Portugal.

Em www.floresta-do-sul.blogspot.com, o escritor António Manuel Venda "repescou" uma entrevista que fez em 2004 à MRP. Também com direito a capa de revista. Neste caso, a PESSOAL.

Na Maxmen de Julho a capa é com a Orsi Fehér, mas a MRP abananou-me mais, na página 21.

"A EVITAR: Já sabe; cuecas velhas, desbotadas, largas, slips às cores ou com padrões feéricos à Kandinsky, e boxers com coelhinhos, renas, ratinhos, flores, etc.
(...) Evite as parvoíces e as infantilidades, dentro e fora da cama. Usar boxers com bonecada é mesmo pedir para ser tratado como um miúdo parvo(...)".

Como uso boxers com bonecada, se a MRP me vir na praia e estiver com a roupa da capa da LER espero que não me leve a mal se eu lhe pedir um Cornetto ou um Calippo.


De Aníbal a 5 de Julho de 2008 às 12:20
Ainda ninguém percebeu que os responsáveis da LER devem-se estar a congratular por terem conseguido precisamente o que queriam com este terceiro número da revista? Polémica.

Foi o nobel, o nobilizável e a MRP. Só para chatear. E chatearam e o pessoal deixa-se ir nestas conversas.


De miguel a 5 de Julho de 2008 às 19:18
Não percebo qual possa ser a diferença entre o Lobo Antunes e a Margarida R. Pinto...é tudo mais ou menos igual não é? Quero dizer...obsceno, não?


De jt a 5 de Julho de 2008 às 19:49
A Ler transformou-se na Tv 7 Dias. É triste...


De J.M. a 5 de Julho de 2008 às 21:23
está a falar com conhecimento de causa, depois de ter lido a revista ou é só uma atoarda? gostava de saber se o seu ponto de vista é fundamentado para saber se deverei tê-lo em conta quando vir a revista no quiosque


De Violo direitos de autor? Desculpem lá... a 6 de Julho de 2008 às 01:11
J.M., compre, tranquilamente.
Sei que tenho sempre uma opinião muito entusiasmada sobre o Carlos Vaz Marques, a entrevista tem mesmo momentos brilhantes, aqui vão alguns, com uma tentativa de ajuda ao contexto:

(Depois de insistir sobre as coincidências e semelhanças entre a MRP e entourage e as personagens dos livros)

CVM – A imaginação tem valor literário, para si?

...

(Quando o entrevistador sabe mas sobre a obra do que... a autora)
MRP – Depois há outra a quem morrem várias pessoas na família... No fundo, é difícil definir quais são [as personagens] centrais.
CVM – É muito fácil: quase metade do romance é narrado por essa personagem.

...

MRP - ... A Carmen Posadas é que diz que nós só conseguimos arrumar o passado quando o pomos nos livros.
CVM – É o seu caso?
MRP – É. É o meu caso.
CVM – É uma espécie de sessão pública de psicanálise?

...

MRP - ... Essa história já cá andava.
CVM – Já aí andava, ao ponto de já ter estado também no livro anterior.
MPR – Exactamente. Já estava a germinar nalgum cantinho da minha imaginação e da minha memória. Mas eu nem me lembrava que tinha escrito isso. Engraçado.
CVM – Acontece-lhe muitas vezes reencontrar ideias ou episódios em livros anteriores...
(Imagino que tenha sido o próprio CVM a redigir a entrevista, fico a imaginar o tom com que fez esta pergunta para ele próprio a rematar com reticências!)
...

MRP – Eu nunca conheci o Alexandre O’Neill mas é uma das minhas grandes paixões.

(um pouco mais adiante)

CVM – É um caso curioso, porque sendo a Margarida uma escritora que recorre muito a aspectos autobiográficos nos seus livros e sendo o Alexandre O’Neill o autor daquela frase célebre de que não se deve contar a vidinha, parece haver aí um paradoxo.

...

CVM – Ele diz que há parágrafos integrais transpostos de uns livros para os outros.
MRP – Não é verdade.
CVM – Ele dá exemplos de parágrafos que estão...
(reparem na precisão desta interrupção)

MRP – Têm ideias parecidas.
CVM – Não, há um caso pelo menos que é ipsis verbis.
MRP – So what?
CVM – Isso é o que eu lhe pergunto a si.

...

CVM – Não se trata de repetição de ideias. É a repetição de um parágrafo integral, copy/paste, de um livro para o outro.
MRP – Nunca fiz copy/paste. Oh, Carlos. A entrevista acabou, desculpe...
[Margarida Rebelo Pinto lança a mão ao gravador, desligando-o. Ligo-o, de novo, imediatamente.]

(um pouco mais abaixo)

MRP – Já não há entrevista. Diga ao Francisco [José Viegas, director da Ler] que eu dispenso a entrevista. Não estou com onda para fazer uma entrevista assim. Desculpe lá.

.........................

Depois de fotografar o “Sei lá” nos maneirismos da nossa oralidade, MRP fotografa-nos finalmente o “Desculpe lá”.

Atenção, surfistas, quando o mar estiver sem ondas, verifiquem como está a MRP e as suas (ondas, que expressiva imagem, uma alegoria numa palavra só).

Não vale a pena comprar a Ler?


De Bewogri a 6 de Julho de 2008 às 12:42
É pior do que pensava. Usam a imagem da MRP para vender e depois gozam com a escritora MRP para vender mais. Por mais que não aprecie a sua escrita (sem conhecimento de causa, admito), não tenho nada contra a senhora. Cada um ganha a vida como pode. Se o CVM não gosta da escrita dela, então porque é que foi entrevista-la? Além do Saramago e do Lobo Antunes, não há mais ninguém de quem goste?


De Jesus Quisto a 6 de Julho de 2008 às 19:32
Cada um interpreta como melhor lhe convém à argumentação.
Se é disso que precisa, será sempre tudo muito pior do que o que pensava.

Já li toda a entrevista, a Margarida foi genuína, e igualmente genuína foi a Ler, na voz do Carlos, mesmo o Francisco no editorial justifica a entrevista da Margarida, ali por direito próprio, sem preconceitos.

Agora... se acha que ela foi gozada, até concordo, mas nunca passivamente!

A vocação da Margarida não é pensar ou articular uma personagem na ficção que sirva de consciência a inspirar o pensamento dos leitores.

Ao não se demarcar desse papel, está a expor-se activamente ao ridículo.

A entrevista deveria contornar isso?

Também deveria contornar a acusação de auto-plágio?

Quando é incrivelmente fácil pegar no livro A e no livro B, e mostrar que (cito-a) "não é verdade". Por que não o faz? E por que razão pensa ter o direito de poder manipular o assunto para fora da entrevista? Só é possível falar-lhe de Tarot nas entrevistas?

Se isto é honestidade intelectual, então, senhoras e senhoras membros do clube de fãs da Magarida, vocês meteram-se num culto ou seita que vos impede de pensar?


De J.P. a 6 de Julho de 2008 às 22:30
Não sei se o entrevistador gosta ou nao da entrevistada e ainda nem pude ler a entrevista mas PARA ENTREVISTAR UM ESCRITOR É PRECISO GOSTAR DELE? E isso também válido para a política? Critério curioso!


De afabrica@sapo.pt a 6 de Julho de 2008 às 23:21
Não tenho nada contra a Margarida Rebelo Pinto.

Nunca li um livro dela, mas apenas por acidente, porque cá em casa existem livros desta escritora.

Preconceito?

Não tenho, mas prefiro ler outras coisas.

Antes de tudo, na minha opinião, a revista LER, deveria dar voz neste número, à senhora Agustina Bessa-Luís, para ser coerente, na sequência da entrevista da primeira edição, pois o António Lobo Antunes disse o que não deveria dizer sobre o José Saramago, e a entrevista seguinte foi exactamente com o Nobel português.

Como todos o que leram a entrevista do José Saramago sabem. ele afirmou, (e se tem ou não razão não interessa), que Agustina disse algures no tempo, que era a "candidata portuguesa" ao Nobel.

Esta afirmação merecia um tratamento especial da revista.

Se os interesses monetários são mais importantes não sei, no entanto, também não compreendo o amadorismo de uma revista, que não é editada em tempo de férias!

A entrevista da MRP, está superiormente dirigida mas a escritora, não está à altura e repete demasiado a palavra: catarse.

Quanto ao resto, nunca atirei pedras.


De ritar a 7 de Julho de 2008 às 09:47
independentemente de liberdades criativas, os jornais e revistas seguem orientações, rumos, e por isso fidelizam leitores. os leitores da LER penso, na generalidade, não são consumidores, e por opção, da obra da MRP. daí o choque e o desapontamento.
e sim, já li a revista.


De Ze a 7 de Julho de 2008 às 13:10
Eu cá quero ler a entrevista. Pelos excertos que vi, deve ser quase tão divertida como a do Lobo Antunes.
A propósito, gosto de entrevistadores que fazem perguntas incómodas e não deixam os entrevistados fugir-lhes. Carlos Vaz Marques, não quer entrevistar uns políticos? É que os coninhas do costume não dão conta do recado.


De pedrooliveira a 7 de Julho de 2008 às 17:39
Estou feliz por não ter assinado a LER, como pensei fazer. Se logo ao terceiro numero já descem à Sra.Rebelo Pinto... Este numero não comprarei de certeza. Depois logo se vê por onde vão.


De miguel antunes a 7 de Julho de 2008 às 17:44
É óbvio que não faz qualquer sentido MRP numa revista deste género. Nem os habituais leitores deste tipo de publicações se interessam por MRP nem os leitores de MRP leem revistas literárias/sobre livros.

Da mesma forma que não faz sentido fazer crítica literária em jornais a autores deste género como o Público fez com Rodrigues dos Santos. Para quê? Estes autores aparecem em todo o lado e são tudo menos literatura (chamem-lhes entretenimento, "produto", o que quiserem) e tenho pena que estas publicações não consigam fazer o necessário cordão sanitário.


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