Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Já nas bancas!


Os cálculos indicam que 70 por cento da poesia inglesa ainda estará inédita. Em português falta toda a poesia não datada. Podemos estar a falar de 500 poemas ou mais.

Pessoa morreu em 1935, nós estamos em 2012; não há qualquer coisa de incompreensível nisso?
Essa é a perplexidade que já tive quando vivi a minha epifania. A minha relação com Pessoa começou em 2003 quando encontro um espólio trilingue amplamente inédito. Para mim, há quase uma década que é incompreensível termos tanto material por tratar e termos a consciência, mesmo que seja uma consciência de poucas pessoas, de ainda termos trabalho para 40 ou 50 anos, ou muito mais.

Jerónimo Pizarro, entrevistado por Carlos Vaz Marques


JERÓNIMO PIZARRO
PESSOA ATÉ PARECE QUE BRINCOU COM A POSTERIDADE
O modo tranquilo de falar esconde a hiperatividade, revelada pela extraordinária lista de publicações que acumula em menos de uma década. Há três ­meses lançou Prosa de Álvaro de Campos (um acontecimento editorial, para ele, tão relevante quanto O Livro do Desasossego, há 30 anos), e este mês sai para as livrarias Ibéria - Introdução a Um Imperialismo Futuro e o conjunto de ensaios Pessoa Existe?. A quem pensa que o essencial de Pessoa é do domínio público, Pizarro recorda um facto simples: metade dos papéis do escritor continua por descodificar. 
TOMAS TRANSTRÖMER
MEMÓRIAS DE JUVENTUDE
O Nobel da Literatura de 2011 reservou o seu ­único livro em prosa para uma autobiografia cujas páginas atravessam infância e adolescência, terminando com a sua entrada no liceu. Discreto ­e ­minucio­so, o poeta sueco de 81 anos, que há muito vive retirado devido a um acidente vascular cerebral, enfrenta os abismos da memória em As Minhas Lembranças Observam-me. Um momento exclusivo.
 DESKTOP
SEIS ESCRITOREM ABREM O COMPUTADOR
Há dezenas de pastas com títulos surpreendentes e fotografias de viagens. Há ficheiros sentimentais e fundos minimalistas. Há segredos e matéria literária. José Eduardo Agualusa, João Tordo, Paulo Moreiras, Raquel Ochoa, Joel Neto e João Luís Barreto Guimarães revelam como é – para cada um deles – ter um bom ambiente de trabalho. 
 E.L. JAMES
CHICOTADA PSICOLÓGICA
A sua trilogia erótica inspirada na saga dos vampiros de Stephenie Meyer já vendeu mais de 40 milhões de exemplares. A revista Time incluiu o seu nome na lista das 100 personalidades do ano e a Universal comprou os ­direitos para cinema. Mas o que vale, afinal, o best-seller de 2012, cujo primeiro volume (As Cinquenta Sombras de Grey) aterrou em Portugal neste verão?
25 ANOS, 25 LIVROS 
Continuam as escolhas sobre os 25 melhores livros de autores portugueses, publicados pela primeira vez entre 1987 e 2011. «A obra de Gonçalo M. Tavares que – apesar de incontornável, porque singular e diversificada, na literatura portuguesa deste século – não me provoca o espanto que costuma deixar boquiaberta a nossa intelligentsia», afirma José Riço Direitinho, «pela razão de eu considerar que o que o autor escreve (sobretudo os romances e os contos) é uma espécie de literatura requentada da Mitteleuropa».
Também pode comprar a LER aqui ou assinar aqui.