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Já nas bancas!

 

«Pensei ser escritor, em vez de ser outra coisa qualquer. Cheguei a escrever ficção, mas foram coisas que nunca levei a ponto de as poder publicar. Escrevi na prisão, não acabei e depois nunca mais mexi naquilo. O tom era mais ou menos neorrealista. Nessa altura tentei muita coisa, até poesia.» Mário Soares acaba de publicar Um Político Assume-se (Círculo de Leitores/Temas e Debates) e partilha memórias e histórias com Carlos Vaz Marques. Por seu lado, Joaquim Vieira, que por estes dias continua a escrever a biografia do ex-Presidente da República, faz uma leitura atenta das mais de 500 páginas do livro, não esquecendo algumas omissões relevantes.
Quem prepara a biografia de Jorge Sampaio é José Pedro Castanheira. O primeiro volume chega às livrarias em 2012 pela mão do editor Nelson de Matos. «Não conheço nenhum Presidente da República em Portugal que tenha uma biografia publicada em vida, pois Costa Gomes e Spínola têm biografias póstumas. O que altera as coisas é o acesso ao biografado, à sua memória, ao arquivo pessoal, aos apontamentos feitos nas reuniões, aos seus amigos, correlegionários e adversários», afirma o jornalista do «Expresso». «Através de Jorge Sampaio releio a História de Portugal nos últimos 50 anos.»
Como é hábito, escolhemos os 30 livros do ano, e convidámos os nossos críticos a fazer o mesmo; José Riço Direitinho sugere a tradução de 10 escritores europeus ainda inéditos por cá – já o tinha feito em 2009, onde incluíra o agora nobelizado Tomas Tranströmer e outros grandes nomes, como Kjell Askildsen, Ingo Schulz, Per Olov Enquist, Dag Solstad ou Dubrava Ugresic. Gustavo Rubim assinala o centenário de Alves Redol com um ensaio sobre o início do neorrealismo português, e não esquecemos Claraboia, de José Saramago, ou Passageiro do Fim do Dia, de Rubens Figueiredo, vencedor do Prémio PT de Literatura. Crónicas, críticas, manifestos, a nova Estante Digital, Jorge Silva Melo, Dick Haskins, Nuno Markl, Victor Palla, Keith Richards – e por aí fora.