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Carlos da Veiga Ferreira fora da Teorema

Actualizado Carlos da Veiga Ferreira já não pertence aos quadros da Editorial Teorema, casa de que foi fundador e editor durante mais de duas décadas — cessando também toda a colaboração com o grupo Leya. A Teorema (que daqui em diante será dirigida por José Oliveira) foi integrada pela Leya juntamente com as editoras do grupo Oficina do Livro/Explorer, a quem Carlos da Veiga Ferreira vendera a sua editora meses antes.

Um dos mais importantes e prestigiados editores literários independentes, Carlos Veiga Ferreira publicou em Portugal autores tão diversos como Italo Calvino, Jorge Luis Borges, Vladimir Nabokov, Primo Levi, Patricia Highsmith ou Brett Easton Ellis — mas também história (Fernand Braudel, Jacques Le Goff, Philippe Ariès ou Georges Duby), ciências sociais, poesia e literatura juvenil (Sempé). Formado em Ciências Sociais, Veiga Ferreira foi também presidente da União dos Editores Portugueses (UEP) e — aspecto menos conhecido — tradutor de Duby, Braudel, José Luis Sampedro, Ramón del Valle-Inclán ou o cartoonista argentino Quino.

 


 

Na edição online do Público, assinada por Sérgio C. Andrade: «O próprio Carlos da Veiga Ferreira confirmou ao PÚBLICO a sua saída – que tinha sido avançada no blogue da revista “Ler” –, justificando a sua decisão por “uma questão de dignidade pessoal e profissional”. “O contrato que a editora me propunha incluía deixar de ser administrador e passar a editor, o que para mim não era importante, mas já não podia aceitar a redução do meu vencimento para 46 por cento do valor que estava estipulado”, justificou Carlos da Veiga Oliveira, admitindo que a sua saída “não foi pacífica”. Mas não quis especificar que medidas já tomou, ou vai tomar, para defender os seus interesses no processo, já que, recorda, o seu contrato não chegou ainda ao fim.»

 


 

De José Menezes, director de comunicação do grupo Leya, recebemos o seguinte esclarecimento, que está já introduzido no corpo da nossa notícia: «No blog da revista Ler, na notícia […] sobre a saída do Carlos Veiga Ferreira, lê-se “a Teorema (que daqui em diante será diluída na chancela Texto)”. Essa informação não corresponde à realidade pelo que peço que a mesma seja corrigida: a Teorema continuará a existir como uma das editoras da LeYa.»

 

 

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