Esta é a capa da edição 70 da LER, em distribiuição nacional a partir de hoje.
Artigos de interesse óbvio:
Carlos Vaz Marques entrevista José Saramago: «Vai ser preciso que eu morra para haver outro Nobel português.» Hoje já não tem «uma confiança danada no futuro», mas está a terminar o seu novo romance, a publicar na rentrée de Outubro – em Portugal e Espanha. Nesta entrevista fala sobre o Nobel, essa «invenção demoníaca», e sobre os seus livros. Um balanço extraordinário.
«Não. Eu nunca vi o Lobo Antunes como um rival. A minha opinião sobre essas questões de quem é melhor ou de quem não é tão bom é muito clara. Em literatura, ninguém tira o lugar a ninguém.»
«Pois, para quem nunca leu um romance meu, ele desdobrou-se em opiniões a meu respeito, como escritor. Tem todo o direito a não ter lido e a continuar a não ler, até ao fim da vida, uma só linha minha. Mas, em princípio, isso retira-lhe o direito de julgar. E há uma outra coisa, em toda esta história lamentável: eu nunca me comportei, em relação ao Lobo Antunes, como ele em relação a mim. [Ele diz, nessa mesma entrevista, que há uma fotografia do José Saramago atirando um livro dele ao chão.] Que disparate é esse? Que disparate é esse, pá?! Ele não precisa de inventar coisas para reforçar a sua animadversão em relação a mim. Não invente! Quer dizer, você que me conhece razoavelmente, diga-me: é capaz de imaginar-me a atirar ao chão um livro de um suposto rival ou competidor, fosse ele português, espanhol, italiano, uruguaio ou o que quer que fosse? Isso não é infantil? A raiva expressa dessa maneira?»
Feira do Livro > Vamos mudar o quê? Pedimos ao arquitecto Manuel Graça Dias para apresentar a sua proposta para a Feira do Livro de Lisboa. Ele optou por mantê-la no mesmo lugar, o Parque Eduardo VII, mas alterou-lhe o retrato. Nós também – e damos uma ideia do que mudaríamos.
Guimarães Rosa teria completado 100 anos de vida – Abel Barros Baptista relembra os sinais deixados pelo autor de Grande Sertão: Veredas.
Jorge de Sena morreu há trinta anos na Califórnia – e Fernando Pinto do Amaral desenha o essencial da sua obra.
Nelsinho Motta > O príncipe da Bossa Nova E agora música: uma conversa com Nelson Motta (produtor, músico, compositor, romancista) para ouvir falar de bossa nova e MPB. Perfume do Rio, na verdade. Entrevista de Mónica Marques, no Rio de Janeiro.
Debord & o Maio de 60. Aí está, um volume sobre Guy Debord, escrito pelo filósofo Anselm Jappe (edição Antígona). Em cenário de fundo está o Maio de 68 – mas sobretudo as ideias do fundador do Situacionismo. Entrevista de José Mário Silva.
Lançamentos. Sarah Adamopoulos e Céu Guarda foram visitar sessões de lançamento de livros e contam, em texto e imagem, o que viram e ouviram. Um retrato de vernissages literárias.
Extractos. Novo livro de J.M. Coetzee, o prémio Nobel sul-africano. E a estreia, em Portugal, de Tony Bellotto, o guitarrista da banda rock brasileira Titãs, com um policial que apresenta o detective Remo Bellini. Páginas para abrir o apetite.
Stefan Zweig. Filipa Melo nos passos deste judeu austríaco que agora é revisitadop como exemplo de liberdade intelectual. A que se deve este novo interesse pela sua obra?
Crónicas. Abel Barros Baptista [A Ordem dos Críticos], José Eduardo Agualusa [O Lugar do Morto], José Mário Silva [Cartão de Leitor], Filipe Nunes Vicente [Faca de Seda], Eduardo Pitta [Heterodoxias], Francisco Belard [Cuidados Extensivos], Inês Pedrosa [Sem Receita], Onésimo Teotónio de Almeida [Diacrónicas].
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
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1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)