Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Feira de Lisboa, primeira visita.
26 Maio, 2008

A Feira do Livro de Lisboa abriu as portas e, como se esperava, choveu. É meio caminho para confirmar a sua existência, porque chove todos os anos. Que haja barraquinhas ou pavilhões, a feira está ali – e deve permanecer. É festa, como sempre. Subir e descer o parque é um ritual importante; respirar entre as árvores faz bem às coronárias e favorece os encontros, entre as prateleiras de livros. Prefiro os livros velhos, aqueles quase esgotados, vendidos por dois ou três euros, ou menos, e é isso que vou lá buscar todos os anos. Há uma magia qualquer nos livros ao ar livre, folheados ou vistoriados por almas que durante um ano inteiro aguardam aquele dia – o dia da Feira. Gosto das pessoas que fazem listas e recolhem catálogos, organizando a sua biblioteca particular, onde há sempre espaço para mais um livro. Isso é a feira – as pessoas, o ar satisfeito ou inquieto de quem se perde por um livro. O resto não me interessa nem me interessou muito. [Francisco José Viegas]

publicado por Ler às 09:44
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11 comentários:
De Empreender a 26 de Maio de 2008 às 11:08
Não acredito que o resto não lhe interesse nem lhe interessou muito.

Votos de sucesso para o projecto LER.

De OnceinaWhile a 26 de Maio de 2008 às 12:27
".. de quem se perde por um livro" .. e está tudo dito.
Tive mais sorte eu .. fui Domingo e não choveu


De Ângelo Rodrigues a 26 de Maio de 2008 às 15:48
Onde é que eu já li isto?!

De EDITORIAL MINERVA a 26 de Maio de 2008 às 15:51
Pois muito bem...

De Carlos Azevedo a 26 de Maio de 2008 às 17:22
Finalmente sei de alguém que vai à Feira do Livro pelo mesmo motivo que eu. Onde encontro sempre livros a preços fantásticos (quase nunca acima dos 5 euros) é na Relógio D'Água, que, ainda por cima, é das poucas editoras incapazes de editar um livro mau. Este ano, na feira do Porto, comprei uns quantos a 2 euros na Cotovia (incluindo 3 que me pareceram muito interessantes, de ensaios e crónicas do João Barrento; para mim uma novidade, que apenas o conhecia como tradutor).

De Lusitano a 26 de Maio de 2008 às 18:43
O que importa é que parte da tradição manteve-se. Eu já estou a um passo das férias, para passar pela feira de LX que é maravilhosa.
Saudações.

De Lusitano a 26 de Maio de 2008 às 18:44
O que importa é que parte da tradição manteve-se. Eu já estou a um passo das férias, para passar pela feira de LX que é maravilhosa.
Saudações.

De Anónimo a 26 de Maio de 2008 às 20:01
Então e um cheirinho da capa do novo número da ler?

António.

De FJV a 27 de Maio de 2008 às 00:09
Amanhã...

De Pinheiro Bordalo a 27 de Maio de 2008 às 10:19
Caro FJV ,

Tanto barulho para nada os pavilhões da tão anunciada LEYA parecem mais os da feira do artesanato de Borba que é a minha terra.
Tentei encontrar alguns livros do fundo da D.Quixote e Caminho e nada estou mais que desapontado.
Agora compreendo as palavras de Lobo Antunes.
Boa sorte para o novo número da LER.

De mjo a 27 de Maio de 2008 às 16:08
valeu a pena ir lá só para encontrar isto: a edição da Portugália de "Palmeiras Bravas", do Faulkner, com tradução, prefácio e notas do Jorge de Sena. Custou UM euro.

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