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A Feira vista do Rio

Mónica Marques, no Sushi-Leblon: «Porque, qual é a diferença entre a actual Feira do Livro de Lisboa e a secção de livros do hiper do Colombo? Ter a Lídia Jorge, mal sentada, na reles cadeira de plástico, coitada, assinando livros atrás de livros e bebendo água naqueles copinhos descartáveis? E escritor que se preze bebe água? E alguém quer ver um escritor bebendo água? Eu não. Eu cá, se apanhasse um dia a Lídia Jorge, gostava era de a ver com um bom copo de vinho e de lhe poder perguntar, as duas bem sentadas numa sala acolhedora, de onde lhe vem a inspiração para, por exemplo, as cenas de sexo nas suas obras. E aqui residirá a mais valia, o grande barato destas coisas de livros: uma leve sensação de intimidade entre os que escrevem e os que lêem.

Tudo o resto que temos a fazer com livros e escritores que é comprar, podemos fazer hoje nas livrarias e nos supermercados, todo o ano e a todas as horas do dia. Não precisamos da Feira do Livro. A Leya sabe disso. Só não teve tomates, parece.»

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