Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Comunicado da Gradiva
14 Maio, 2008

A Gradiva distribuiu esta tarde o seguinte comunicado, como base para um abaixo-assinado [via Blogtailors]:

 

«É absolutamente inaceitável que um grupo económico esteja a paralisar a realização de uma iniciativa tão significativa e emblemática como a Feira do Livro de Lisboa.

Lisboa não é uma cidade das bananas.

As editoras abaixo indicadas inscreveram-se para participar na Feira do Livro de Lisboa quando foi garantida à APEL a sua realização, sabendo que esta associação a iria organizar mantendo o seu espírito de sempre.

Se a Feira do Livro de Lisboa vier a ser utilizada como instrumento dos objectivos empresariais de qualquer grupo económico, afectando o livro e a leitura, prejudicando os leitores, os autores e a generalidade das editoras independentes, as editoras abaixo indicadas recorrerão aos tribunais para serem indemnizadas por toda a significativa despesa que já fizeram para dignificar a apresentação dos seus stands, e pelos prejuízos que o adiamento ou a não realização da Feira do Livro de Lisboa implicarem.»

publicado por Ler às 20:05
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3 comentários:
De jt a 14 de Maio de 2008 às 20:44
É bom que as restantes editoras se juntem e se revoltem. A feira não pode ser feita à imagem e semelhança da Leya. Até tremo só de pensar em stands estilo hipermercado cheio de Smarts à porta com a cara do Saramago!

Se a Leya não quer ir à feira não vá. Compramos Lobo Antunes e Mário de Carvalho nos alfarrabistas...

De Luís Graça a 14 de Maio de 2008 às 21:59
O Guilherme Valente até tem por ídolo o Príncipe Valente.
Por isso mesmo, não poupou nas palavras e disse o que tinha a dizer valentemente.

De Pedro Lérias a 14 de Maio de 2008 às 22:14
Nunca pensei estar do lado da Leya, mas o crescente histerismo das editoras a quem o status quo nunca incomodou não me convence.

Finalmente alguém bateu o pé à APEL e lutou por conseguir aquilo que queria. E parece que terá conseguido. Bravo para a Leya. A APEL, na sua intransigência e má vontade merece isto e muito mais.

As outras editoras, à boa portuguesa, parecem estar cheias de dor de cotovelo, inveja e de mesquinhice. Porque a Leya conseguiu aquilo que há muito várias dessas editoras pretendiam. Mas acomodaram-se.

Perguntem às editoras e livrarias que não participam na feira porque as regras da APEL não lhes permite se não sorriem ao verem - finalmente! - alguém a enfrentar a APEL.

Apesar de as intenções da Leya puderem ser as piores, estou convencido que as movimentações associativas que irão nascer entre livreiros e editores para fazerem face ao novo panorama editorial português irão contribuir para o fortalecimento do sector.

Chega de feiras Estalinistas, onde se brinca à suposta democracia porque parecemos todos iguais. O modelo da Feira do Livro de Lisboa está esgotado. Altura de arranjar outro.

Na minha modesta e ignorante opinião, de alguém que vê de fora, claro está.

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